Cerimónia do juramento de bandeira do 1º curso de formação geral comum de praças do Exército 2018

Os formandos do 1º curso de Formação Geral Comum de Praças do Exército de 2018 do Regimento de Apoio Militar de Emergência (RAME) prestaram juramento de bandeira na quinta-feira, 22 de março, no RAME, em Abrantes. Os 44 homens e 15 mulheres foram acompanhados por muitos familiares e amigos que se juntaram para assistir à cerimónia solene presidida pelo Comandante da Brigada Mecanizada, Brigadeiro General Eduardo Manuel Braga da Cruz Mendes Ferrão.

Presentes estiveram, igualmente, diversas personalidades ligadas a entidades públicas e militares, nomeadamente o vereador da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos. Assistiu-se aos diversos momentos simbólicos que marcam o final de cinco semanas de formação, tendo um deles sido a imposição de condecorações a militares que prestam serviço naquela unidade militar.

Na integração do Estandarte Nacional na Formatura Geral, o Estandarte Nacional do RAME foi transportado pelo alferes Alexandre Tomás escoltado pelo sargento-ajudante Vital Lopes, pelo primeiro-sargento Rui Pires, pelo cabo-adjunto Sérgio Pombo e por uma guarda do pelotão da companhia de comando e serviços do RAME comandado pelo aspirante Tiago Rodrigues.

A Medalha de Mérito Militar (4ª classe) foi atribuída ao sargento-ajudante de Serviço Material Paraquedista Luís Miguel dos Santos Emídio. O sargento-chefe de cavalaria Jorge Manuel Severino Carujo e o sargento-chefe de cavalaria António Guilherme Henriques Ferreira receberam a Medalha de Comportamento Exemplar (Grau Ouro).

Juntou-se às condecorações da tarde a distinção entregue a Rafael Carvalho, a soldado-recruta do pelotão de formandos que se distinguiu durante a instrução básica com uma classificação final de 16,63 valores, que recebeu o prémio pelas mãos de familiares.

Cerimónia solene presidida pelo Comandante da Brigada Mecanizada, Brigadeiro General Eduardo Manuel Braga da Cruz Mendes Ferrão

Seguiu-se a alocução Pelo Comandante da Companhia de Formação, o capitão de cavalaria João Salavessa, que se dirigiu aos jovens que juraram bandeira, aqueles “que aspiram ser soldados de Portugal”, destacando a evolução dos mesmos ao longo da formação. “Um dos objetivos do servir militar passa pela valorização profissional, cívica, cultural e física dos jovens cidadãos que prestam serviço nas Força Armadas”, disse, relembrando que o percurso não termina no momento simbólico no RAME.

Dirigindo-se aos familiares afirmou: “Os vossos filhos estão aqui para jurar defender o que todos nos une: a pátria portuguesa”. E continuou: “Esta etapa que hoje se encerra vem mostrar que não existem impossíveis. […] Aprenderam que é perante as dificuldades que um homem e uma mulher se descobrem”, concluindo com a frase de Camões, “esta é a ditosa pátria minha amada”.

Chegou depois o momento alto da cerimónia solene em que os formandos fizeram o seu juramento de bandeira, depois de enunciados os deveres militares pelo chefe de Serviço Geral do Exército, sargento-chefe José Claro. De seguida a cerimónia de imposição de boinas.

Os dois pelotões da companhia de comando e serviço do RAME, os três pelotões da companhia de formação do primeiro curso de formação geral comum de praças do Exército, que jurou bandeira, e a companhia de formação do segundo curso de formação geral comum de praças do Exército a dois pelotões desfilaram em parada, prestando continência ao Estandarte Nacional num desfile aberto pelo 2º comandante do RAME, o tenente-coronel de infantaria António Ferreira.

A cerimónia terminou com a atuação da Banda do Exército.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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