Centro de Recuperação e Integração de Abrantes (CRIA). Foto: mediotejo.net

O Centro de Atividades Ocupacionais (CAO) do Centro de Recuperação e Integração de Abrantes (CRIA), pode abrir brevemente E quando ultrapassadas duas condições, anunciou o presidente da direção, Nelson de Carvalho, numa nota informativa dirigida aos pais, famílias e representantes. “Que as instalações do CAO, afetas a um plano distrital de emergência para eventual realojamento temporário de utentes de lares contaminados, sejam pela Segurança Social desafetadas desse plano” e “que todos os trabalhadores do CAO façam o teste [de diagnóstico]. Este processo está em andamento”, assegurou o responsável.

“A equipa do CAO está a trabalhar para garantir uma abertura tão depressa quanto possível”, garante.

O Guião da Segurança Social para reabertura do CAO, no contexto da pandemia da covid-19, chegou à instituição na passada quinta-feira, 14 de maio, e “o CRIA tem as suas equipas, e nomeadamente a sua equipa do CAO, a trabalhar na análise desse Guião e preparar o que é necessário e possível para, tão cedo quanto possível mas respeitando as questões de segurança, podermos definir a abertura e o regime de funcionamento”, deu conta Nelson de Carvalho.

No entanto, são duas as condições prévias para o CAO poder abrir: “Que as instalações do CAO, afetas a um plano distrital de emergência para eventual realojamento temporário de utentes de lares contaminados, sejam pela Segurança Social desafetadas desse plano” e “que todos os trabalhadores do CAO façam o teste [de diagnóstico]. Este processo está em andamento”, assegurou o responsável.

O presidente da direção do CRIA conclui o comunicado dando ainda conta que “informação sobre a data, termos e condições de abertura” serão comunicadas “oportunamente”.

Covid-19: Muitas instituições para pessoas com deficiência não reabrem centros ocupacionais 

O presidente da Confederação de Organizações de Pessoas com Deficiência, por sua vez, disse na sexta-feira que a maioria das instituições não estará em condições de reabrir na segunda-feira os seus Centros de Atividades Ocupacionais, porque precisam de tempo para se adaptarem.

O Governo determinou a 13 de março a suspensão dos Centros de Atividades Ocupacionais (CAO), que apoiam adultos com deficiência, devido à pandemia de covid-19 e na segunda-feira foi anunciado para dia 18 a sua reabertura bem como o retomar das visitas aos lares residenciais.

Em declarações hoje à Lusa, José Reis disse que algumas instituições não estão ainda em condições de reabrir os CAO e terão de analisar o guião distribuído pelo Governo com as recomendações para o efeito, tal como para os lares de idosos.

“Começámos a entregar o guião às instituições. Tem lá questões que são muito exigentes para as quais as instituições precisam de se adaptar e reagrupar. Isto vai levar tempo. Não é possível estar a admitir de uma assentada nos CAO a totalidade dos utentes que estão em casa com as famílias”, disse o presidente da Confederação Nacional de Organizações de Pessoas com Deficiência (CNOD).

Segundo José Reis, as instituições estão a contactar os pais para os informar das recomendações.

“As instituições estão a falar com os pais. Uma das questões que preocupa é a do transporte dos utentes. Normalmente são as instituições que disponibilizam carrinhas para ir buscar os utentes. No guião recomenda-se numa primeira fase que sejam os pais a levá-los à instituição”, afirmou.

As instituições vão também ter de reagrupar os seus espaços para que não haja contacto entre os utentes que estão em lares residenciais e os que vão regressar com a reabertura dos CAO.

“Os utentes que estão no exterior vão regressar e o guião recomenda que não deve haver utilização dos mesmos espaços, que deve haver uma separação entre estes e os que estão nos lares residenciais, o que vai obrigar a uma readaptação por parte das instituições, e muitas têm problemas de espaço”, salientou.

Além destas questões, há também orientações no que diz respeito à higienização, a limpezas e distanciamento social, que, segundo Luís Reis, não é fácil na área da deficiência.

“Em relação ao retomar das visitas nos lares residenciais, também aqui as instituições estão a procurar adaptar-se de acordo com as regras para que não haja perigo. Há um receio geral de que a situação possa vir a agravar-se”, realçou.

No entendimento do presidente da CNOD, vai ser uma exigente tarefa para as instituições que estão no terreno.

“No entanto, quero salientar que a reabertura está programa para dia 18, não é nenhuma exigência que abra. Todos estão conscientes de que há muito trabalho a fazer, muita reformulação e, por isso, tem de haver flexibilização na reabertura, que pode prolongar-se”, concluiu.

c/LUSA

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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