O concurso público lançado pela Câmara de Abrantes para reabilitar a Escola EB1/JI de Alvega “não teve concorrentes”, revelou, esta terça-feira, a autarquia, adiantando haver duas opções: “lançar novo procedimento com ajuste no valor” ou “ajuste direto”.
De acordo com o Município, o júri do concurso decidiu pela não adjudicação do referido procedimento, motivado pela ausência de concorrentes, quanto ao concurso público para a empreitada de “Requalificação da Escola EB1/JI de Alvega – Abrantes”.
O projeto referente à empreitada de requalificação da Escola de Alvega, apresenta um preço base de 441.822,42 euros.
Segundo o vice-presidente, João Gomes, “esta é a primeira vez” que Abrantes lança um Concurso Público que fica “deserto”.
Explica que o projeto “foi feito na base de orçamentos reais, porque antes de lançar a empreitada tinha sido solicitado orçamentos reais dos custos com uma margem de 10%. Pela primeira vez verificámos que o procedimento ficou deserto”, disse, opinando não ser “uma questão de valor” mas justificando com “a falta de empresas, a poderem dar resposta à necessidade que o nosso País apresenta”.
Assim sendo, são dois os cenários apresentados: “lançar novo procedimento e fazer um ajuste no valor, ou fazer um ajuste direto desde que duas componentes sejam verificadas; a manutenção do preço base e as mesmas condições do lançamento da empreitada”, explica João Gomes.
Atualmente o executivo procede a uma consulta de mercado, reunindo com empresas, inclusivamente locais no sentido de “colocar este processo a andar o mais rapidamente possível”, conclui.
ÁUDIO | VICE-PRESIDENTE DA CÂMARA DE ABRANTES
No projeto aprovado pela Câmara Municipal, com um prazo de execução de 180 dias, a intervenção irá incidir ao nível da fachada, com pinturas e substituição de toda a caixilharia de forma a melhorar o comportamento térmico do edifício; a criação de acessibilidade para mobilidade reduzida, com a construção de duas rampas (uma na entrada principal do edifício e a outra de acesso a sala polivalente no piso -1).
No piso -1 da escola será criada uma sala polivalente, que servirá para eventos ou para atividade física no interior, em caso de condições climatéricas adversas; os anexos existentes serão transformados em balneários e zona de sanitários de apoio ao espaço exterior, com a retirada da cobertura de amianto.
No piso 0, vai ser criada uma instalação sanitária para mobilidade condicionada; o refeitório e copa irão passar para este piso de entrada, cumprindo todos os requisitos técnicos; haverá uma sala de atividades para o pré-escolar; a par com a sala de professores e a sala dedicada ao pessoal não-docente.
Já no piso 1, todas as instalações sanitárias vão ser remodeladas e ampliadas. Serão instaladas salas de aula, uma sala polivalente, a Biblioteca/Centro de Recursos e o Gabinete de Coordenação.
No âmbito desta intervenção, vão ainda ser substituídos todos os pavimentos de circulação.

