Foto: CP Mouriscas

A CDU – Coligação Democrática Unitária – de Abrantes manifestou-se esta segunda-feira, em comunicado, contra a transferência do mercado semanal de Mouriscas para o campo de futebol das Aldeias, tendo referido que “transferi-lo para um local ermo e afastado do centro da freguesia não é mais do que a sua morte anunciada”.

No entanto, reconhece que o mercado necessita de ser reestruturado e ter melhores condições de funcionamento.

No passado dia 20 de maio, a presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque (PS), durante a inauguração da requalificação do Largo Espírito Santo, em Mouriscas, obra que resultou da proposta vencedora do primeiro Orçamento Participativo de Abrantes, “demonstrou intenção do executivo Municipal e, aparentemente, do executivo da junta de freguesia, em transferir o mercado semanal de Mouriscas do centro da freguesia para o campo de futebol das Aldeias”, lê-se no comunicado.

E continua: “Parece-nos que a maioria PS que governa o município, e agora a freguesia, não aprendeu nada com os erros no Concelho. Basta ver, por exemplo, o que se passa no centro da cidade, em que o mercado semanal se encontra em avançado estado de degradação, bem como o mercado diário que se encontram em avançado estado de descaracterização”.

A CDU de Abrantes entende que “numa altura em que há uma crescente consciencialização e uma clara aposta do estado central – em termos legislativos – no sentido de incentivar os mercados locais e os mercados de circuito curto, que o governo local deve ouvir as populações, criar as condições para que os pequenos agricultores (agricultura familiar) tenham espaços dignos e centrais para o escoamento das suas produções e, consequentemente, criar condições para a fixação de população”.

Conclui serem “muitos os exemplos no País de mercados que funcionam nas ruas das localidades, que estão organizados e que atraem compradores e turistas, sendo um dos mais conhecidos, a Feira da Ladra em Lisboa”.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

Deixe um comentário

Leave a Reply