Assembleia Municipal de Abrantes. Créditos: mediotejo.net

Um dos pontos que esteve em discussão na Assembleia Municipal de Abrantes foi a eleição de quatro elementos para integrar a assembleia da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT). Foram apresentadas duas listas, uma do PS e outra das restantes forças políticas, à exceção da CDU, que acusou PSD e BE de se aliarem ao Chega.

Na primeira sessão do novo mandato, na sexta-feira, 10 de dezembro, a Assembleia Municipal de Abrantes escolheu entre os seus membros os representantes para a Assembleia Intermunicipal da CIM do Médio Tejo, Associação Nacional de Municípios Portugueses, Conselho Cinegético Municipal, Conselho Municipal de Turismo, Conselho Municipal de Educação, Comissão Municipal de Gestão Integrada de Fogos Rurais, Comissão Municipal de Proteção Civil, Conselho Municipal de Saúde, e Conselho da Comunidade do ACES do Médio Tejo.

Como referido, um dos pontos em discussão e votação foi a eleição de quatro elementos da Assembleia para integrar a assembleia intermunicipal da CIMT, para a qual foram apresentadas duas listas, uma do Partido Socialista (lista A) e outra que reuniu as restantes forças políticas, exceto a Coligação Democrática Unitária (CDU) que declinou integrar a lista B.

Após eleições, que decorreram durante a Assembleia Municipal, foram escolhidos os seguintes eleitos:

Para a assembleia intermunicipal da CIM do Médio Tejo António Mor, Piedade Pinto (PS), João Fernandes (PSD) e José Nascimento (ALTERNATIVAcom);
Para a ANMP – Associação Nacional de Municípios Portugueses, Bruno Tomás (PS) presidente da União das Freguesias de Abrantes (S. Vicente e S. João) e Alferrarede;
Para o Conselho Cinegético Municipal, Pedro Matos (PS), presidente da Junta de Freguesia de Mouriscas;
Como representante no Conselho Municipal de Turismo, Sónia Alagoa (PS), presidente da Junta de Freguesia de Fontes;
Para o Conselho Municipal de Educação, Bruno Tomás (PS), presidente da União das Freguesias de Abrantes (S. Vicente e S. João) e Alferrarede;
Para a Comissão Municipal de Gestão Integrada de Fogos Rurais, Manuel João Alves (PS) presidente da Junta de Freguesia de Bemposta e Álvaro Paulino (PSD), presidente da União das Freguesias de Aldeia do Mato e Souto;
Para a Comissão Municipal de Proteção Civil, Manuel João Alves (PS), presidente da Junta de Freguesia de Bemposta;
Para o Conselho Municipal de Saúde, Luís Valamatos (PS), presidente da União das Freguesias de S. Miguel do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo;
E para o conselho da comunidade no ACES do Médio Tejo; António Mor (PS).

Luís Lourenço, deputado da CDU na Assembleia Municipal de Abrantes

Relativamente à lista para a assembleia intermunicipal da CIM do Médio Tejo que uniu os partidos da oposição – Partido Social Democrata, Bloco de Esquerda, ALTERNATIVAcom e Chega – a CDU lançou um comunicado onde explica as razões da recusa do convite.

“Dias antes a CDU Abrantes foi abordada por um eleito do PSD no sentido de podermos fazer uma lista conjunta em oposição à maioria PS em Abrantes. Os ativistas da CDU, na sua habitual reunião preparatória dos trabalhos autárquicos do concelho de Abrantes, decidiram declinar o convite por não se reverem nesta situação e entenderem que as populações nada teriam a ganhar com tal acordo para um lugar de segundo suplente”, lê-se no comunicado.

Na passada sexta-feira apresentaram-se, então, a votação duas listas. A lista do Partido Socialista (obteve 12 votos) e a lista encabeçada pelo Partido Social Democrata, com elementos do ALTERNATIVAcom, Bloco de Esquerda e Chega (obteve 8 votos). Foram eleitos dois elementos de cada lista de acordo com o Método de Hondt.

A CDU entende que “os partidos são livres de fazerem os acordos que entendem mas não podemos deixar de estranhar que Rui Rio jure a pés juntos que o acordo feito nos Açores não se repetiria no continente, traçando uma linha vermelha, e Catarina Martins que acuse o PSD de dar a mão ao partido Chega, a quem acusa, e bem, de ser uma partido racista e xenófobo e que em Abrantes se façam estes acordos por um mero suplente numa comunidade intermunicipal”, concluiu.

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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