Um homem de 38 anos teve de ser resgatado no rio Tejo, em Rossio ao Sul do Tejo, pelos bombeiros de Abrantes, depois de adormecer num banco de areia no meio do rio e acordar rodeado de água, numa ocorrência que evidencia os perigos dos caudais variáveis e deixa o alerta para os riscos do rio.
O alerta foi dado às 20h25, depois de o homem, residente em Rossio ao Sul do Tejo e de nacionalidade estrangeira, se aperceber de que estava rodeado pela água e sem condições para regressar a terra pelos próprios meios, tendo sido resgatado junto ao Hipódromo dos Mourões, na zona do Aquapolis Sul, em Rossio ao Sul do Tejo.
Segundo fonte dos Bombeiros de Abrantes, o homem tinha ido passear o cão junto ao rio e acabou por adormecer num banco de areia existente no meio do Tejo, mantendo o animal preso pela trela, com o caudal do rio em nível baixo.
Quando acordou, verificou que a subida do nível da água o tinha deixado isolado no meio do rio, tendo pedido ajuda para sair da situação em que se encontrava.
Para o local foram mobilizados meios dos Bombeiros de Abrantes, incluindo uma embarcação de socorro, um veículo todo-o-terreno e uma ambulância, além de elementos da PSP.
A operação envolveu quatro bombeiros e dois agentes policiais, tendo o resgate sido concluído pelas 21h05.
O homem e o cão foram retirados em segurança e o residente recebeu assistência no local, não necessitando de transporte hospitalar.
Apesar do desfecho positivo, a ocorrência deixa um alerta para os perigos associados às variações de caudal do rio Tejo, particularmente nesta época do ano, em que muitas pessoas procuram as margens e os areais para momentos de lazer e para aliviar as temperaturas elevadas.
Na zona de Abrantes, o nível da água pode sofrer alterações significativas em curtos períodos de tempo, devido às descargas efetuadas pelas barragens a montante. Essas oscilações podem submergir bancos de areia e cortar rapidamente os acessos a zonas que aparentam ser seguras.
Entre uma sesta à beira-rio e uma situação de perigo pode estar apenas uma subida repentina das águas.
As autoridades recomendam prudência a quem frequenta o Tejo, alertando para a necessidade de evitar permanecer em ilhas ou bancos de areia isolados e para a importância de estar atento à evolução das condições do rio.
