Natural do Fundão, onde nasceu a 19 de janeiro de 1923, Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontinhas, é um dos maiores poetas portugueses contemporâneos. Foto: DR

A Alma Azul e o Município de Abrantes vão promover uma sessão de divulgação e promoção da leitura da obra de Eugénio de Andrade. A iniciativa terá lugar na Biblioteca Municipal António Botto, na terça-feira, 17 de janeiro, às 18h00, e insere-se no âmbito das comemorações do centenário do escritor.

A Alma Azul, editora e produtora de atividades literárias, vai oferecer ao público presente uma dissertação informal sobre Eugénio de Andrade, a partir do tema “Amor” (materno, ao território e à poesia…) muito presente em toda a sua obra. Durante a iniciativa, que terá a duração de 60 minutos, serão ainda realizadas leituras de poemas do seu livro “Poesia”, a última edição revista em vida pelo autor e que reúne todos os seus livros.

Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontinhas, nasceu a 19 de janeiro de 1923 no Fundão. Manteve sempre uma postura de independência relativamente aos vários movimentos literários com que a sua obra coexistiu ao longo de mais de cinquenta anos de atividade poética.

Revelou-se em 1948, com As Mãos e os Frutos, a que se seguiria, em 1950, Os Amantes sem Dinheiro. Os seus livros foram traduzidos em muitos países e ao longo da sua vida foi distinguido com inúmeros prémios, entre eles o Prémio Camões, em 2001. Morreu a 13 de junho de 2005 no Porto, cidade que o acolheu mais de metade da sua vida.

Elsa Ligeiro, editora e mediadora de leitura. Foto: DR

O evento é de entrada livre e destina-se ao público em geral, sendo dinamizado pela diretora da Alma Azul, Elsa Ligeiro, que conheceu pessoalmente o autor, através de vários encontros no Fundão, em Coimbra e no Porto. A Alma Azul manteve uma forte ligação a Eugénio Andrade, que lhe ofereceu para publicação o texto “Camilo Pessanha, O Mestre” que acompanha desde então todas as edições de Clepsidra na “Alma Azul”.

Elsa Ligeiro é editora e mediadora de leitura há mais de trinta anos. Nasceu em Alcains em 1961 e viveu 25 anos em Coimbra, onde criou a Editora de Poesia A Mar Arte (1993-1998) que editou os primeiros livros de Valter Hugo Mãe, Cidália Fachada e Jorge Melícias (entre outros) e a Alma Azul, editora e produtora de atividades literárias. Criou ainda, entre outros projetos, o Festival de Língua Portuguesa – A Língua Toda e o Em Nome da Beira.

Jéssica Filipe

Atualmente a frequentar o Mestrado em Jornalismo na Universidade da Beira Interior. Apaixonada pelas letras e pela escrita, cedo descobri no Jornalismo a minha grande paixão.

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