O Bloco de Esquerda (BE) de Abrantes manifestou em comunicado a sua preocupação sobre o Aterro Sanitário Intermunicipal de Abrantes, situado em Concavada, relativamente à possível “existência de escorrência de água lixiviada oriunda de uma célula de Resíduos Industriais Banais (RIB) para uma linha de água no exterior e que vai desaguar ao rio Tejo”.
No comunicado, o deputado municipal eleito pelo BE, Armindo Silveira, lembra que as questões colocadas em sede de Assembleia Municipal e ao próprio Ministério do Ambiente (MA) não resultaram em respostas conclusivas, tendo sublinhado que o BE “não se conforma com o silêncio que impera sobre este assunto”.
O deputado municipal refere ainda uma visita realizada em abril ao aterro, acompanhado de um elemento da Quercus, do vereador do Ambiente da Câmara Municipal de Abrantes e de dois responsáveis da Valnor, onde terá sido “confirmada a existência de escorrência de água lixiviada oriunda de uma célula de Resíduos Industriais Banais (RIB) para uma linha de água no exterior. Verificou-se que a célula RIB, por não estar impermeabilizada na sua superfície, foi acumulando água das chuvas e outras até transbordar”, sublinha.
“A Valnor confirmou a existência de uma barragem, na linha de água, a cerca de 1,5km. Revelaram que fazem análises periódicas e que os valores estão dentro dos parâmetros legais. Esta barragem tem depositado uma quantidade indeterminada de lamas e milhares de litros de água negra que se suspeita ser, em grande parte, oriunda do aterro sanitário e que vai desaguar ao rio Tejo. A GNR/SEPNA deslocou-se ao aterro e à barragem desenvolvendo as diligências que a situação exige”, refere Silveira no documento.
Na mesma nota, o deputado do BE refere que “enquanto não forem apuradas responsabilidades, corrigidas ou eliminadas irregularidades, paira um clima de suspeição sobre diversas entidades a quem cabe dissipar quaisquer dúvidas”.
O BE de Abrantes alerta ainda as entidades responsáveis que “continuam a ser libertados gases da célula RIB para a atmosfera”, que “o inverno aproxima-se e a escorrência pode repetir-se” e que, “até hoje, nada se sabe sobre as características perigosas ou não do que está depositado na referida barragem”.
