A Câmara Municipal de Abrantes aprovou por unanimidade, em reunião de executivo, o projeto de execução da nova rotunda no acesso ao Hospital Dr. Manoel Constâncio. A intervenção, orçada em 1,7 milhões de euros, acrescido de IVA, inclui a requalificação total da zona envolvente e deverá avançar ainda em 2026, com financiamento do Portugal 2030.
“Este projeto é muito mais do que a rotunda de acesso ao Hospital uma vez que implica várias intervenções, é um projeto que está aprovado pela Comissão Europeia e vai ser financiado por fundos comunitários”, começou por referir o presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, durante a apresentação do projeto, salientando que “é uma obra estruturante de requalificação urbana”.
A obra será executada por empreitada e adjudicada através de concurso público. O prazo para apresentação de propostas será de 30 dias e a execução da obra está estimada em 210 dias.

A intervenção abrange uma área de cerca de 20.500 metros quadrados e contempla a construção de uma rotunda com uma ilha central de 16 metros de raio e duas vias de circulação, num diâmetro exterior de 58 metros. A infraestrutura terá quatro ramos de ligação às principais vias da zona: Avenida Dr. Francisco Sá Carneiro, Avenida 25 de Abril, Largo Eng.º Bioucas (acesso ao hospital) e Avenida Dr. Santana Maia.


Para além da nova solução rodoviária, o projeto prevê uma requalificação urbana profunda, incluindo a renovação das redes de abastecimento de água, saneamento e drenagem de águas pluviais, nova iluminação pública, reorganização de zonas pedonais e melhoria da sinalização.
Um dos pontos críticos da intervenção prende-se com a segurança, nomeadamente na estabilização das encostas junto ao tribunal, onde serão construídos muros em betão e instaladas redes de proteção para evitar a queda de rochas, um problema recorrente que tem colocado em risco peões e automobilistas.
Na Avenida Francisco Sá Carneiro “serão executados muros de espera em betão com um metro de altura para evitar a queda de rochas e para a futura amarração de redes de proteção dos taludes”, explicou Manuel Jorge Valamatos.
Serão requalificadas as bolsas de estacionamento de apoio ao hospital que irão colocar ao dispor 151 lugares de estacionamento (mais 21 do que atualmente) e seis lugares para serviço de táxis. Serão também disponibilizados mais quatro lugares reservados a pessoas com mobilidade reduzida, podendo ainda haver margem para reforço adicional durante a execução da obra.

As paragens de autocarro existentes vão ser requalificadas e a iluminação pública também será melhorada.
Manuel Jorge Valamatos, destacou a relevância da intervenção, sublinhando o papel estruturante do hospital no território. “O Hospital de Abrantes tem uma participação muito significativa no contexto da região. Não falamos apenas do Médio Tejo, mas também da Beira Baixa, do Alentejo, de concelhos como Ponte de Sor, Gavião, Sertã ou Vila de Rei”, afirmou.
O autarca reforçou que esta obra responde a necessidades antigas. “Há muitos anos que sentimos a necessidade de fazer uma requalificação urbana na entrada do hospital. Os passeios e o estacionamento estão desqualificados, a sinalização é muito deficiente e a circulação é confusa, tanto à entrada como à saída”.
Segundo Manuel Jorge Valamatos, trata-se de uma transformação global. “É uma requalificação muito significativa, com toda a rede de água, esgotos, águas pluviais, iluminação pública. É uma transformação completa de toda aquela zona, com uma nova linguagem urbana e mais capacidade de estacionamento”.
O projeto integra também preocupações de segurança estrutural. “Vamos fazer a consolidação das encostas, com muros e redes de suporte, para evitar as derrocadas de pedras e garantir a segurança dos cidadãos”.

Para o presidente da Câmara, a construção da rotunda será determinante para melhorar a fluidez do trânsito. “Precisamos de criar ali uma rotunda para dar outra mobilidade e capacidade de entrada e saída no hospital”.
A intervenção insere-se numa estratégia mais ampla de reorganização urbana e melhoria das acessibilidades.
“Este é o primeiro passo para novas acessibilidades e para novas estruturas rodoviárias que queremos no futuro que aconteçam, nomeadamente a ligação depois ao ao Liceu” e à cidade desportiva, explicou.
O autarca salientou ainda que o projeto tira partido de financiamento comunitário já assegurado. “Temos o compromisso e a janela de oportunidade dos fundos comunitários para esta intervenção em concreto, de reabilitação urbana, no contexto também do próprio hospital e da sua importância no contexto regional”.


Quanto ao calendário, o objetivo do município é claro. “Queremos que a obra possa iniciar-se ainda em 2026. Sabemos que há sempre constrangimentos e alguma burocracia nos procedimentos, mas temos compromissos e calendários a cumprir no âmbito do Portugal 2030”.
A empreitada agora aprovada por unanimidade, representa uma das principais intervenções previstas para a cidade, sendo vista como um passo decisivo para melhorar não só o acesso ao hospital, mas também a mobilidade e a qualidade urbana em toda a envolvente.
“Pretende-se com esta intervenção anular os constrangimentos de trânsito e facilitar as condições de circulação, de acessibilidade e de estacionamento junto do Hospital e no acesso ao centro histórico da cidade, nomeadamente à Esplanada 1º de Maio, ao Mercado Municipal, à Unidade de Saúde Familiar, à Loja do Cidadão e a toda a área de comércio tradicional”, refere a autarquia em nota divulgada.

É tudo muito bonito sim senhor, mas onde estão os invetimentos nas freguesias ?
Por exemplo, para proteger a deslocação dos utilizadores da escola agricola de Mouriscas que vergonhosamente tem de transitar na faixa de rodagem em todo o trajeto entre o centro da freguesia e o local onde a escola propriedade da camara se situa.
Nao existem passeios , iluminação capaz nem qualquer tipo de sinlizacao de proteção aos utententes os quais são na sua maioria crianças que se deslocao da habitação para a escola.