Vale das Mós Summer Fest. Créditos: Associação Juvenil Cem Rumos

O presidente Manuel Valamatos explicou tratar-se de um apoio extraordinário e lembrou tratar-se de uma atividade realizada pelos jovens de Vale das Mós “há alguns anos”, entendendo o executivo avançar com o apoio no sentido de reforçar o evento e torná-lo “com capacidade de maior atração e de maior mobilização de juventude, quer local quer regional”.

No entanto, o vereador Vasco Damas eleito pelo movimento independente ALTERNATIVAcom, questionou se tal apoio “não poderia ter sido enquadrado” no âmbito do Finabrantes, justificando com a necessidade de “critérios transparentes”, porque, notou, “certamente teremos outras associações jovens que, se calhar, terão vontade de avançar para algumas organizações de eventos”.

A realização do “Vale das Mós Summer Fest 22” terá um custo de 35 mil euros, sendo que “as receitas asseguradas só garantem cerca de 40% do valor do evento”, notou Vasco Damas, que considerou fazer sentido o apoio municipal “tendo em conta a estratégia para o futuro”.

Vereador Vasco Damas do ALTERNATIVAcom

Manuel Jorge Valamatos esclareceu que as coletividades, incluindo as compostas por jovens, poderão candidatar-se ao programa Finabrantes mas “este é um evento especial” e segundo diz “a única forma de o tornar capaz de maior atratividade é o reforço financeiro que estudamos e analisámos com a Cem Rumos e estamos disponíveis para outros eventos, quer no âmbito da juventude quer da comunidade, olhar de forma muito particular e singular”.

De acordo com o autarca a Câmara “vai fazer este investimento este ano, esperar pelos resultados, analisar os seus relatórios e depois nos próximos anos vamos ver como as coisas podem funcionar”, ou seja, se o evento “se enquadra no Finabrantes ou se permanece um apoio especial como outros”, acrescentou.

O presidente justificou o apoio de 20 mil euros com a tentativa do Município “consolidar este evento para que possa ganhar um registo importante ao exemplo de outros festivais de juventude que acontecem noutras cidades e noutras regiões do País […] ajudar a construir um evento com alguma dimensão”.

Presidente da Câmara, Manuel Valamatos

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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