Torres Novas aprova proposta para integrar Comunidades de Energia Renovável no Médio Tejo. Foto ilustrativa: DR

A Câmara de Abrantes aprovou, por maioria, a proposta para delegar competências na Comunidade Intermunicipal (CIM) do Médio Tejo com vista à criação de três Comunidades de Energia Renovável e à implementação de um sistema intermunicipal de autoconsumo coletivo.

“Estamos a falar de comunidades onde se produz energia através do fotovoltaico e que podem fornecer energia direta a entidades públicas, privadas ou IPSS. O que propomos é que sejam um complemento à rede existente, permitindo reduzir custos porque a energia é mais barata e porque deixamos de pagar transporte e acesso à rede”, afirmou o vice-presidente da Câmara, João Gomes.

A proposta prevê a celebração de um contrato interadministrativo entre o município e a CIM, que ficará responsável por lançar o concurso público para a conceção, construção, manutenção e gestão do Sistema Intermunicipal de Autoconsumo Coletivo do Médio Tejo.

Cada um dos 11 municípios da comunidade intermunicipal poderá integrar o projeto, estando previstas três Comunidades de Energia Renovável (CER) para Abrantes, tendo em conta a dimensão e necessidades do concelho.

Segundo João Gomes, o objetivo prioritário é abastecer edifícios públicos com energia renovável a preços mais baixos, mantendo, contudo, contratos com os atuais comercializadores, uma vez que as comunidades energéticas “não conseguem garantir energia total durante todo o tempo”, funcionando como complemento.

O autarca explicou que o modelo assentará numa lógica de rede interligada entre municípios, permitindo que excedentes de produção num concelho possam compensar necessidades noutro, equilibrando consumos em tempo real.

“O que nos interessa é que toda a energia produzida seja consumida automaticamente, sobretudo por entidades que funcionam durante o dia, porque não vamos ter baterias de armazenamento. O que se produz é entregue diretamente e consumido”, sublinhou.

ÁUDIO | JOÃO GOMES, VICE-PRESIDENTE CM ABRANTES:

O estudo apresentado aponta para um cenário de retorno financeiro a 20 anos, embora o executivo admita que o prazo possa ser inferior, ressalvando que a produção renovável depende de fatores como a exposição solar.

Quanto à instalação, João Gomes indicou que a prioridade será a utilização de coberturas de edifícios públicos e estruturas de sombreamento, como parques de estacionamento ou equipamentos desportivos, evitando a ocupação de solo e reduzindo impacto visual e custos de estrutura.

A proposta foi aprovada com os votos favoráveis dos eleitos do PS e da AD, tendo o vereador do Chega votado contra, alegando dúvidas quanto à complexidade do processo e à previsibilidade do retorno financeiro.

O processo segue agora para apreciação e votação na Assembleia Municipal.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Entre na conversa

1 Comment

  1. Uma boa decisão.
    Pois tudo o que possa traser poupança financeira em energia aos serviços publicos, decerto que permitirá outros investimentos a bem da comunidade.
    Assim os valores em causa venham a ser bem aplicados e que os municipes possam quando o entenderem solicitar aos responsáveis da veracidade real das referidas aplicações.

Deixe um comentário

Leave a Reply