Abrantes aprova gestão da nova Creche Municipal pela Associação de Jardins-Escolas João de Deus. Foto ilustrativa: DR

A Câmara de Abrantes aprovou a cedência de gestão da nova Creche Municipal à Associação de Jardins-Escolas João de Deus. O espaço, que nasce na antiga Escola EB1 N.º 2, abre em setembro para acolher 107 crianças.

A proposta de deliberação, aprovada por unanimidade em reunião de executivo, validou a minuta do contrato de comodato com a instituição classificada em primeiro lugar no concurso público.

O edifício da antiga escola primária, situado no Alto de Santo António (junto ao hotel de Abrantes), foi alvo de uma profunda requalificação de 1,9 milhões de euros financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

As obras arrancaram em agosto de 2024 com a Tecnorém e estão na reta final para cumprir a meta do executivo liderado por Manuel Jorge Valamatos (PS): abrir as portas no arranque do ano letivo de 2026/2027.

À margem da reunião do executivo, o presidente da autarquia, Manuel Jorge Valamatos, confirmou aos jornalistas o avanço da concessão da creche ao Colégio João de Deus, “uma instituição com história e grande experiência na área”.

O autarca adiantou que o município está em articulação com a Segurança Social para garantir que “em setembro, no início do próximo ano letivo, esta creche possa estar em pleno funcionamento”.

O investimento vai criar cerca de 25 postos de trabalho e destina-se a atenuar a forte procura sentida no concelho.

“É importante para a economia e importante para a resposta às nossas famílias, sobretudo aos casais jovens que têm filhos e que encontrarão aqui um serviço público concessionado a um colégio privado”, destacou o edil, assegurando que a autarquia vai acompanhar de perto o cumprimento do contrato.

As inscrições e o processo operacional das candidaturas abrem “em breve” sob a tutela da instituição vencedora.

A nova infraestrutura municipal dispõe de três unidades autónomas divididas por faixas etárias: um berçário com capacidade para 35 bebés, salas para crianças entre a aquisição da marcha e os 24 meses (36 vagas) e salas para idades dos 24 aos 36 meses (36 vagas).

O projeto incluiu a total eliminação de barreiras arquitetónicas através de rampas e plataformas elevatórias nos três pisos do edifício, a criação de três parques de recreio, um espaço coberto para dias de chuva e a preservação de uma horta pedagógica.

No âmbito do PRR, o edificado foi ainda dotado de isolamento térmico, caixilharia eficiente e painéis fotovoltaicos para autoconsumo energético.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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