Este projeto avança com celebração de contratos interadministrativos com 11 juntas de freguesia, representando um investimento de 180 mil euros, contando este ano com reforço de mais 15 mil euros do que em 2023 dado que a União de Freguesias de Alvega e Concavada voltou a demonstrar interesse em integrar o DECIR (Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais).
Na reunião de Câmara, o autarca Manuel Jorge Valamatos sublinhou o facto de, entre 2019 e 2023, o município já ter investido 922 mil euros na implementação dos kits de primeira intervenção, numa iniciativa que pretende dotar as juntas de freguesia de um equipamento que permita “prestar uma resposta mais rápida e eficaz no ataque aos incêndios, na sua fase inicial”.
O autarca valorizou o trabalho das juntas de freguesia, salientando o avultado investimento envolvido neste programa, referindo que “não basta pôr dinheiro para cima dos problemas”.
“Isto é estratégico, de inteligência. Criar condições e ter estratégias para mitigar os problemas ou o universo dos problemas. Só é feito através do trabalho de equipa, e só com este empenho das juntas de freguesia, com o empenho e cuidado das equipas é possível investir cerca de 1 milhão de euros na proteção das comunidades e das pessoas”.
Para 2024 serão celebrados contratos interadministrativos em matéria de Proteção Civil, com as juntas de freguesia de Abrantes e Alferrarede; Aldeia do Mato e Souto; Alvega e Concavada; Bemposta; Mouriscas; Rio de Moinhos; São Facundo e Vale das Mós; Tramagal; Carvalhal; Fontes e Pego. Cada junta de freguesia receberá um apoio de 15 mil euros.

Estes kits de primeira intervenção permitem ter “comunidades mais protegidas”, defendeu o presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos.
De referir que os kits de 1ª intervenção contra incêndios são compostos por carrinhas ligeiras das juntas de freguesia, que integram o Dispositivo Especial Contra Incêndios Rurais (DECIR), no âmbito municipal, estando equipadas com maquinaria, mangueira e tanque com capacidade de 600 litros de água e apetrechadas com rádios de comunicação.
Estes kits visam “responder de forma mais rápida e eficaz no ataque aos incêndios, na sua fase inicial, até que cheguem os reforços ao local do incêndio, verificando-se ser uma mais-valia pela sua proximidade e rapidez”.
Também no âmbito do DECIR 2024 foi aprovada por unanimidade a despesa de 7500 euros para a celebração de cinco protocolos com associações de caçadores do concelho que possuem kits de primeira intervenção.
Integram este ano o DECIR municipal a Associação de Caçadores de Alvega e Concavada; Associação de Caçadores de Mouriscas; Associação de Caçadores de Martinchel; Associação de Caçadores de São Facundo e Vale das Mós e Associação de Caçadores de Arreciadas.

A autarquia destaca que “os operacionais das associações de caçadores recebem formação facultada pelos Bombeiros Voluntários de Abrantes e recebem instruções de atuação do Comandantes dos Bombeiros de Abrantes, no âmbito do DECIR”.
O presidente da Câmara Municipal de Abrantes destacou a “dedicação e serviço” destas associações de caçadores, que se constituem parte do DECIR e que “ficam sob a égide do Comandante de Bombeiros, ficam operacionais sempre que seja necessário e ficam posicionados em zonas devidamente estabelecidas pelo DECIR”.
“Não se pense que é uma situação em que se dá um apoio à associação de caçadores e a associação faz o que quer. A associação pertence ao DECIR”, frisou, relevando o trabalho coordenado, com comunicação via rádio e interação com o Comando dos Bombeiros.
Por outro lado considerou ser um “trabalho de grande responsabilidade e de equipa”, complexo e que não basta financiar, destacando ser “um trabalho exemplar a nível nacional e mesmo internacionalmente”.
Já que 11 das 13 freguesias do concelho integram o programa de kits de 1ª intervenção, ficando de fora a UF São Miguel do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo e freguesia de Martinchel, a autarquia esclarece que “as freguesias que não disponham dos recursos necessários para levar a cabo estas ações não deixam, por isso, de estar protegidas já que todos os restantes meios no âmbito da Proteção civil são alocados em caso de necessidade”.
