Assembleia Municipal de Abrantes

A Assembleia Municipal (AM) de Abrantes aprovou por unanimidade, na passada sexta-feira, 22 de junho, a moção da CDU ‘Pela Valorização da Prestação de Cuidados de Saúde’. A moção já havia sido apresentada na sessão de abril mas que só em junho pôde ser aprovada por imposição do Regimento da AM. Nesta mesma sessão de sexta-feira o PS apresentou uma proposta de criação da Comissão de Acompanhamento dos Cuidados de Saúde igualmente aprovada por unanimidade. Durante a sessão o PSD também apresentou duas propostas de recomendação: a primeira pela institucionalização do Dia do Veterano de Guerra e do Ex-Combatente no Município de Abrantes, foi rejeitada; e a segunda, que acabou por ser retirada, pelo debate sobre a introdução e o reforço da programação, da computação e da robótica na política educativa do Município.

A Assembleia Municipal de Abrantes aprovou na sexta-feira, por unanimidade, a moção da Coligação Democrática Unitária (CDU) ‘Pela Valorização da Prestação de Cuidados de Saúde’.

“Considerando que a prestação de cuidados de saúde no âmbito do CES Médio Tejo/Centros de Saúde e do CHMT/Hospital de Abrantes são o mais importante, valioso e imprescindível serviço público prestado às populações” e também tendo em conta que “o aumento da longevidade da população, muita portadora de patologias múltiplas, obriga a mais demorados e dispendiosos cuidados de saúde”, pode ler-se na moção.

No entanto, “considerando a ocorrência de situações em alguns serviços que não correspondem a humanização e proximidade que os utentes devem merecer” e que “os problemas resultam de aplicação de critérios economicistas com o crónico subfinanciamento do SNS (Serviço Nacional de Saúde)” a AM decide solicitar ao Executivo camarário que reafirme junto do Governo: “ a necessidade de mais profissionais para o CHMT e ACES Médio Tejo; a célere execução das obras prometidas na urgência de Abrantes, assim como um esforço na manutenção e/ou aquisição de equipamentos; a reorganização da urgência médico-cirúrgica no âmbito da partilha de esforços por todas as unidades do CHMT; a dinamização da Maternidade e as outras especialidades do Hospital de Abrantes;a melhoria dos transportes inter-hospitalares; e a exigência de aumentar o financiamento e meios do SNS, que permite o respeito pelos princípios da qualidade e proximidade na prestação de cuidados de saúde.

A deputada municipal da CDU, Elsa Lopes, numa das suas intervenções na AM de Abrantes

Durante a sessão da AM, o Partido Socialista (PS) apresentou uma proposta de criação da Comissão de Acompanhamento dos Cuidados de Saúde, igualmente aprovada por unanimidade apesar dos reparos da bancada do Partido Social Democrata (PSD).

Os sociais democratas não esquecem que, na sessão da Assembleia Municipal de Abrantes de 23 de fevereiro deste ano, apresentaram uma moção para “a criação de três comissões especializadas permanentes relativas à proteção e promoção do Rio Tejo, ao acompanhamento do serviço público postal no Concelho e ao apoio às freguesias” que acabou por ser rejeitada pela maioria, lembrou João Fernandes.

No entanto, o deputado municipal Jorge Beirão, do PS, pediu a palavra para dizer que o importante é a saúde dos munícipes e não uma corrida à criação de comissões, uma vez que já existiam organismos para as matérias sobre as quais versavam as comissões propostas pelo PSD.

Ora a proposta socialista para a criação da Comissão de Acompanhamento dos Cuidados de Saúde considera que “a problemática dos Cuidados de Saúde prestados à população de Abrantes são uma preocupação constante por parte de todos os grupos municipais eleitos” Assim, o PS propôs a ”reativação da Comissão de Acompanhamento dos Cuidados de Saúde existente no último mandato“ da AM.

Nomeadamente para se materializar “no seio da AM uma forma de intervenção permanente na defesa dos cuidados de saúde da nossa região e do modo concertado através dos representantes democraticamente eleitos pelos cidadãos abrantinos”, os membros da AM.

A Comissão terá como objetivos “conhecer as diferentes respostas em cuidados de saúde do concelho de Abrantes; interceder junto do poder local e central de modo alertar para os problemas da região e a obter melhoria nas respostas em cuidados de saúde; colaborar com as administrações do ACES Médio Tejo e CHMT na procura das melhores respostas de cuidados de saúde da região”.

Tal Comissão “deve integrar uma adequada representação dos grupos municipais existente entre as diferentes forças políticas quem compõem o plenário e ter o carater de comissão permanente. Será composta por um representante de cada grupo municipal e pelo presidente da AM”.

Assembleia Municipal Abrantes

Por seu lado, o PSD apresentou duas propostas de recomendação. A primeira pela institucionalização do Dia do Veterano de Guerra e do Ex-Combatente no Município de Abrantes, sendo rejeitada por maioria; e a segunda, que acabou por ser retirada, pelo debate sobre a introdução e o reforço da programação, da computação e da robótica na política educativa do Município.

Considera o PSD de Abrantes que “o Município deve demonstrar a sua gratidão de uma forma mais arrojada e que institucionalize, anualmente, esse agradecimento aos nossos veteranos de guerra e ex-combatentes, institucionalizando o Dia Municipal do Veterano de Guerra e do Ex-Combatente, repetível todos os anos, envolvendo cerimónias e outros eventos devotados à temática, com entradas gratuitas para os veteranos de guerra, ex-combatentes e respetivas famílias, estendendo essa gratuitidade, também, durante esse dia, a todos os eventos culturais e de entretenimento organizados pelo Município”.

E ainda que “a Câmara Municipal opere o levantamento do número de ex-combatentes e veteranos de guerra, vivos ou falecidos, que nasceram ou residem atualmente no Município, bem como das suas identidades, de modo a ofertar-lhes um louvor público em cerimónia a organizar para esse fim”.

A proposta foi rejeitada com votos contra do PS e da CDU, e três abstenções: duas do BE e uma do PS. Votos a favor do PSD e CDS.

A segunda proposta de recomendação ‘Pelo debate sobre a introdução da programação, da computação e da robótica nas atividades de enriquecimento curricular’ acabou por ser retirada, mas defendia um debate sobre a introdução e o reforço da programação, da computação e da robótica na política educativa do Município.

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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