O movimento ALTERNATIVAcom considera que neste Natal o Município de Abrantes “deve dar o exemplo de compaixão e solidariedade, reduzindo excecionalmente, pelo menos para metade, o investimento em luzes e outras decorações e festejos natalícios e de passagem do ano” à semelhança do que acontece em outros concelhos, como o Porto.
Em comunicado, o movimento de cidadãos independentes recomenda também que “a quantia poupada seja investida em cabazes de Natal, vales de compra ou outras ações de emergência social que aliviem as dificuldades das famílias mais afetadas pela crise pandémica, assegurando-se uma distribuição justa e efetiva aos beneficiários”.
E embora “reconhecendo a importância de preservar o bem-estar anímico da população e a viabilidade económica do comércio e dos serviços, o movimento de cidadãos independentes” recomenda igualmente que “seja repensado o modelo habitual de decoração natalícia e de passagem do ano, envolvendo-se as freguesias e os fregueses na busca de soluções criativas locais. Procurar-se-á, assim, atenuar o impacto negativo desta opção política e humanitária, a qual deverá ser bem explicada à população”.
Por fim, no mesmo documento, o ALTERNATIVAcom “aconselha o município a implementar medidas de apoio à atividade económica e cultural afetada pela pandemia, incluindo a isenção temporária do pagamento de taxas municipais pelo pequeno comércio e serviços, relacionadas com a ocupação do espaço público com suportes publicitários, equipamentos de esplanada, eventos sem fins lucrativos, etc”.
O movimento de independentes, candidato às eleições autárquicas de 2021, em Abrantes, lembra que “o Natal é a festa mais sagrada da nossa comunidade e a Passagem do Ano é geralmente celebrada com grande animação, designadamente no espaço público. Os municípios investem valores significativos em estruturas decorativas e atividades festivas, e os cidadãos, imbuídos do espírito da época, enchem as ruas, as praças e os cafés, efetuando compras expressivas no comércio tradicional”.
Contudo, este ano “enfrentamos uma crise sanitária excecional que nos impõe o especial dever de recolhimento e solidariedade. Nem o Natal, nem o Réveillon, podem ser festejados no espaço público da forma que desejaríamos, por razão do necessário distanciamento físico, nem a alegria própria das festividades públicas é compatível com o sofrimento daqueles que enfrentam a doença, a perda de entes queridos e a quebra de rendimentos”.
