Abrantes alarga projeto de literacia digital a todas as escolas do Médio Tejo. Foto: Tagusvalley

“Hoje é um dia extraordinário para o Médio Tejo, um dia que ficará marcado na história do Parque de Ciência e Tecnologia” – Tagusvalley – instalado em Abrantes, porque, de facto, ao fim de oito anos, conseguimos levar o projeto T_Code, ligado ao mundo da programação e ao mundo digital, a todos os municípios da região”, disse hoje o presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Médio Tejo, Manuel Jorge Valamatos, que também preside ao município de Abrantes.

O Tagusvalley – Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) de Abrantes, iniciou hoje a celebração do seu 20º aniversário com a assinatura do contrato para a expansão do projeto T_Code, dedicado à literacia digital, e direcionado para as crianças de 1º ciclo do Médio Tejo.

O projeto, que tem promovido competências digitais e criativas nas escolas de Abrantes, é agora alargado ao Médio Tejo no âmbito de um concurso público que o Tagusvalley venceu e que, ao longo dos próximos três anos, visa “reforçar o compromisso com a capacitação das crianças em idade escolar e a preparação para os desafios de um mundo em constante transformação tecnológica”.

Tendo lembrado que o programa T_Code “nasceu no Parque de Ciência e Tecnologia há oito anos”, na altura centrado em Abrantes, Valamatos disse que “conseguir hoje, em 2024, ter em todas as nossas escolas programação acessível a todas as crianças, com esse sentido de universalidade, é um marco absolutamente extraordinário”.

ÁUDIO | MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CIM MÉDIO TEJO:

No âmbito do protocolo hoje firmado, envolvendo a CIM, o Tagusvalley, a associação empresarial Nersant, Politécnico de Tomar e agrupamentos de escolas, cerca de 190 turmas dos concelhos do Médio Tejo vão passar a ter aulas de literacia digital ministradas por uma equipa de 10 monitores e dois técnicos do Parque de Ciência e Tecnologia, auxiliados por professores.

O programa envolve atividades semanais, capacitação de professores, workshops para encarregados de educação e a dinamização de sessões de literacia digital em contexto escolar a cerca de 3.500 alunos do primeiro ciclo do ensino básico.

O programa, com um orçamento de 720 mil euros, suportado em 85% por fundos comunitários e 15% pelos municípios, tem o objetivo de “promover o desenvolvimento de competências na utilização da tecnologia digital e aprendizagem em ambientes de programação” e robótica.

O projeto, que integra as “medidas de intervenção precoce, redução do abandono escolar e promoção do sucesso educativo”, foi iniciado com a “aquisição de equipamento na área das Tecnologias de Informação e Comunicação”, um processo que foi sendo consolidado ao longo do tempo.

Abrantes alarga projeto de literacia digital a todos as escolas do Médio Tejo. Foto: DR

O coordenador do projeto, Homero Cardoso, em declarações à Lusa, já havia indicado que a abordagem “T_CODE + Tecnologia + Educação + Cidadania” assenta num projeto que “ensina programação aos alunos em ambiente descontraído e de diversão, desenvolvendo nas crianças um conjunto de competências úteis para a vida escolar e profissional como a criatividade, resolução de problemas, colaboração e partilha e, por outro lado, o desejo e a capacidade de produzir conteúdos digitais”.

Nesse sentido, frisou, “é um programa de apropriação” da tecnologia, num projeto que “proporciona o mesmo nível de acesso e de oportunidades para os jovens lidarem com o digital”, no mundo global.

Com programas adaptados aos diferentes escalões etários e níveis de escolaridade, o projeto abarca programas que vão desde a simples interação com o computador, com “pouco código mas muita manipulação e criatividade”, à lógica da programação, robótica, produção e aplicação do digital às artes plásticas e outros setores.

“Não se trata de aprender a programar, mas de programar para aprender, como uma ferramenta para levarem mais longe o seu conhecimento”, vincou.

Homero Cardoso, coordenador do projeto T_CODE. Foto arquivo: mediotejo.net

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Agência de Notícias de Portugal

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