O sindicato que representa os trabalhadores hoje em greve da Operandus, responsável pela limpeza no hospital de Abrantes, afirmou que foi registado uma adesão de 90% no período da tarde, tendo a empresa cumprido com os serviços mínimos.
“No turno da manhã, a adesão foi boa, de cerca de 65%, e no período da tarde, que começou às 16:00, a adesão foi de 90%, estando a trabalhar três funcionárias das 24 escaladas”, disse à Lusa Vivalda Silva, do Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Atividades Diversas (STAD).
A greve de 24 horas, que começou às 08:00 de hoje, tem em vista exigir à empresa industrial de limpeza Operandus que “respeite os acordos de condições específicas quanto a horários de trabalho e subsídios de risco, transporte e alimentação”, e que “acabe com a intimidação” entre os 60 funcionários de limpeza daquela unidade hospitalar, que trabalham em vários horários.

Os trabalhadores reivindicam, em concreto, um aumento de 1,80 euros para 4,77 euros de subsídio de alimentação/dia, um aumento do subsídio de risco de 0,50 cêntimos para 2,15 euros, o pagamento de 30 euros de subsídio de transporte e um aumento do salário mínimo praticado de 600 euros para 680 euros, além da discussão do pagamento de horas noturnas e feriados, entre outros.
As afirmações e reivindicações do STAD foram hoje rejeitadas pela empresa que, em comunicado enviado à Lusa, explica que “o acordo assinado com a Iberlim não tem aplicabilidade à Operandus, uma vez que a sua entrada em vigor foi posterior ao início da prestação de serviços da Operandus” no CHMT [Centro Hospitalar do Médio Tejo, de que faz parte o hospital de Abrantes], “não se transmitindo” para aquela entidade.
A Iberlim era a anterior empresa prestadora deste serviço.
A Operandus refere ainda que “a afirmação de que as trabalhadoras são perseguidas, intimidadas e reprimidas pelas chefias do hospital de Abrantes não passa de pura fabulação”, tendo assegurado reger-se por “princípios de total legalidade e tendo o maior respeito pelos direitos e dignidade dos seus trabalhadores”.
Relativamente ao impacto da greve, fonte oficial da empresa disse que “verifica-se uma total normalidade no que toca aos serviços de higienização e limpeza” prestados no CHMT.

Contactado pela Lusa, o CHMT, que agrega também as unidades hospitalares de Tomar e Torres Novas, informou, por sua vez, que “não se esperam constrangimentos ao normal funcionamento” pela greve de trabalhadores daquela empresa externa ao hospital de Abrantes, dado que a mesma “assegurou os serviços mínimos”.
