Rui Serras, presidente da ACE, e Maria José Capacete, da Confederação do Turismo de Portugal. Créditos: DR

Palavras como inovação, fusão e tradição foram, esta terça-feira, escutadas e discutidas em Abrantes por iniciativa da ACE – Associação Comercial e Empresarial de Abrantes, Constância, Sardoal, Mação e Vila de Rei, que realizou um workshop dedicado à temática “Disrupções da Cozinha Tradicional”.

O evento contou com a presença de Maria José Capacete, em representação da Confederação do Turismo de Portugal, com representantes do Município de Abrantes e de três produtores agroalimentares regionais, bem como com as empresas participantes no projeto de formação-ação “Melhor Turismo 2020”.

Oito empresas da região foram premiadas com a distinção de mérito pelo seu empenho na implementação de uma visão “moderna e prática” que contribuirá para o desenvolvimento da atividade turística da região. Foram elas: Vale de Ferreiros; Aldeias do Zêzere; O Ramiro; O Fumeiro; Oficina dos Sabores; D’gustar; Os Arcos; e Pézinhos no Rio.

Para Maria José Capacete o caminho na área do turismo passa por “continuar a apostar no desenvolvimento da região” mas “desenvolvimento da região por si só não é nada”, opinou, afirmando que as regiões “desenvolvem-se com parcerias e com a criação de sinergias”, com o objetivo principal de pensar em quem vive nos territórios, “para criar um sítio onde as pessoas gostem de morar, porque são essas pessoas que ajudam a atrair outras”, disse.

Defendeu também que na área do turismo é importante “capacitar, formar e valorizar pessoas”, dando conta da “falta de mão de obra” no setor, dificuldade que “a pandemia veio aprofundar”, sendo agora necessário inverter a situação.

O evento contou, ainda, com uma componente de showcooking e degustação no final do workshop.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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