O programa comemorativo foi apresentado no dia 9 de janeiro. Foto: mediotejo.net

As comemorações da elevação de Abrantes a cidade começaram em janeiro e até à data foram várias as iniciativas que marcaram a agenda do concelho. O ponto alto do programa foi atingido a 14 de junho, Dia da Cidade, e a festa recomeça no próximo mês de setembro com exposições, concertos, intervenções em espaço urbano, provas desportivas, um colóquio e um festival.

Abrantes tem estado em festa desde as primeiras horas de 2016 e tem cem razões para isso. Trata-se do ano em que a cidade celebra o seu centésimo aniversário e o município decidiu assinalar a data com um conjunto de atividades em áreas tão diferentes como a fotografia, o ambiente, o desporto, a literatura, a música, as artes plásticas, o cinema, a gastronomia e o teatro.

A História da cidade potencia novas histórias que se querem partilhadas no próximo centenário e entre elas já se encontram a do pequeno Rafael, o “Bebé do Centenário” nascido a 1 de janeiro na maternidade da unidade hospitalar de Abrantes, o primeiro concerto “Bravo Abrantes” na Igreja de São Vicente, o projeto fotográfico “100 Anos, 100 Rostos”, exposições sobre autores e atividades culturais que marcaram o concelho e a criação da AMA (Academia de Músicos de Abrantes).

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Marcelo Rebelo de Sousa esteve presente nas cerimónias comemorativas do Dia da Cidade. Foto: mediotejo.net

Alguns exemplos entre os muitos que marcaram a agenda do concelho e cujo ponto alto foi atingido no dia do aniversário da cidade com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o concerto que juntou Mariza Liz, Luís Represas e a 100 International Promenade Symphony Orchestra no Castelo de Abrantes.

A festa continua em setembro e estão previstas diversas iniciativas até ao final do ano que incluem exposições, concertos, intervenções em espaço urbano, provas desportivas, um colóquio e um festival. No dia 10 é inaugurada a exposição “100 Anos de Artes Plásticas em Abrantes” no Quartel – Galeria Municipal de Arte, mostra que fica patente até dia 14 de outubro e é substituída no dia seguinte pela dedicada à arquitetura de Abrantes nos últimos 100 anos (até 25 de novembro).

Na primeira semana de outubro, a 6 e 7, está agendado o Encontro “Abrantes, Tudo como Dantes – Um centro estratégico” na fortaleza da cidade. O último dia do colóquio fica igualmente marcado pela requalificação do monumento a D. Nuno Álvares Pereira, da autoria do escultor Lagoa Henriques e do arquiteto Duarte Castel-Branco, a recolocação da estátua D. Francisco de Almeida, do mestre Barata-Feyo, e o concerto sinfónico “Bravo Abrantes” pela Banda Sinfónica do Exército.

A primeira inciativa do programa comemorativo foi uma gala de ópera com a Orquestra Sinfónica Juvenil dirigida pelo maestro Christopher Bochman. Foto: mediotejo.net
A primeira iniciativa do programa comemorativo foi uma gala de ópera com a Orquestra Sinfónica Juvenil dirigida pelo maestro Christopher Bochman. Foto: mediotejo.net

O penúltimo mês do ano do centenário só chega depois da plantação de 100 árvores na cidade, em data a definir, e a realização do Festival da Palha que alia a doçaria à filosofia e à cultura entre 24 e 28 de outubro. A 11 de novembro é inaugurada a exposição “Iconografia de Abrantes em 1916” na Biblioteca Municipal António Botto, que fica patente até 30 de dezembro, e no dia 20 realizam-se a meia (21km) e mini (8km) maratona de Abrantes – Cidade Centenária.

Dezembro é mês de despedida e esta é feita nos dias 9 e 10 com música e desporto, primeiro com o concerto de Natal “Bravo Abrantes” pela Orquestra Sinfónica Juvenil e no dia seguinte com a corrida pedestre num percurso de 100km da prova Ultra-Trail Abrantes 100/100. Cada quilómetro é simbólico, tal como as iniciativas realizadas ao longo de 2016 que marcam o início de um percurso mais exigente, a construção do novo centenário da cidade.


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Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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