Feira Nacional reúne em Abrantes dezenas de doceiros profissionais de 21 a 23 de outubro. Foto: TAGUS

A divulgação e comercialização de doces tradicionais vai levar este fim de semana a Abrantes dezenas de doceiros no âmbito da XX edição da Feira Nacional de Doçaria Tradicional. O certame pretende ser uma montra da doçaria tradicional de norte a sul do país e das ilhas, com tigeladas, palha de Abrantes, broas de mel e bolos lêvedos, mas também geleias, compotas e bebidas licorosas, estando associadas ao evento várias atividades, como oficinas de doçaria e animação infantil, entre outras.

Numa organização do Município de Abrantes que, juntamente com a TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior, pretende promover e valorizar os ícones da doçaria abrantina, com uma mostra e venda de doçaria nacional e ainda um programa complementar com a atividades culturais e desportivas para toda a família.

Palha de Abrantes. Foto: mediotejo.net

Segundo a organização, esta feira mostra traz novidades após 20 edições, com novas e doces presenças confirmadas: caso do pastel de amêndoa de Vimioso, que esteve entre os nomeados das 7 Maravilhas de Portugal, o viriato e as rotundinhas de Viseu, cartuchos de amêndoa de Cernache do Bonjardim, licor templário de Tomar, trouxas da Malveira, passando pela doçaria alentejana com receitas de Portalegre da boleima ao bolo finto e ao rebuçado de ovo, e ainda com o Dom Rodrigo, que se encontra em processo de certificação, e outros doces finos do Algarve, e a Região Autónoma da Madeira trará de regresso o bolo do caco.

A inovação não fica de fora do certame, e ao longo deste fim-de-semana será possível provar variações dos doces típicos de Abrantes, caso dos éclairs Palha de Abrantes e as natas Palha de Abrantes, que se juntam ao fardo, aos bombons e macarrones de Palha de Abrantes, ao pastel tigelada e à tigelada de abóbora. E novos produtos como as bolachas de amêndoa e mel, a nata de crocante de bolacha, bombom de marmelo e doce de diospiro que prometem conquistar os paladares mais exigentes.

Cartuchos de Cernache do Bonjardim. Foto: DR

Para quem prefere manter-se fiel ao tradicional, saiba que há confirmação das presenças habituais que prometem fazer o deleite aos visitantes e esforçar-se para fazer face às encomendas. O pão-de-ló e as cavacas de Margaride, as queijadas de S. Gonçalo, as lérias, os foguetes e as brisas do Tâmega de Amarante, o pão-de-ló de Ovar, o pastel de Tentúgal, as barrigas de freiras, os pastéis meia-lua, as cornucópias de Alcobaça, o bolo fidalgo, o pão de rala, o bolo rançoso e a sericaia do Alentejo.

A palha de Abrantes, as tigeladas, as broas e o folar de Tramagal, entre muitas outras iguarias, continuam a fazer parte desta montra de doçaria nacional, evocando os segredos passados de geração em geração para manter as receitas identitárias da doçaria e gastronomia do concelho de Abrantes.

XVII Feira Nacional de Doçaria Tradicional em Abrantes. Folar de Tramagal. Foto: mediotejo.net

A par do certame, haverá programação complementar com demonstrações culinárias, oficinas de doces pela Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Abrantes e pelos alunos do Agrupamento de Escolas Verde Horizonte de Mação, juntando-se ainda a música, animação infantil, exposições e eventos desportivos.

Como habitual, para equilibrar o consumo de doces e açúcar, haverá duas caminhadas, uma organizada pela Liga Portuguesa Contra o Cancro e outra caminhada turística noturna, e ainda um passeio de pasteleiras.

As inscrições para estas iniciativas estarão disponíveis junto dos dinamizadores: o Grupo de Apoio de Abrantes da Liga Portuguesa Contra o Cancro, o COA – Clube de Orientação e Aventura e os Branquinhos do Pedal.

Joana Rita Santos

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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