Foto: mediotejo.net

Fica na Alameda do Ramal, uma estrada de terra bem conhecida pelos locais, que ainda hoje o percorrem para caminhar, para encurtar caminho até à outra ponta de Alferrarede Velha, ou para prática desportiva em btt ou corrida.

Conduz-se ao longo do caminho lado a lado com o olival – sendo que por ali existe uma boa representação de olival centenário – espalhado pelas centenas de hectares da quinta, que vão até junto da A23. Existem várias formas de chegar à Alameda, nomeadamente por três ruas: Rua Rei D. Carlos, Rua do Pinhal, Rua José Dias Mariano ou Avenida Conde de Alferrarede.

À chegada, na avenida com árvores altas, encontramos ao fundo a entrada na Quinta. Ao lado, o parque de estacionamento, feito numa das mais antigas praças de touros do Médio Tejo, que na bancada principal ainda regista as marcas dos ferros das ganadarias de todo o país à altura.

Quem nos conta estes detalhes é Dylan Pires, o rosto responsável da Casa Anadia por nos guiar pela Quinta do Bom Sucesso, que se mostra prestável e afável durante as explicações detalhadas e entre notas e apartes que nos vão aguçando a curiosidade.

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Esta quinta do século XIV mostra a envolvência da olivicultura em toda a história da Quinta do Bom Sucesso, que irremediavelmente se cruza com a História da Portugal.

Foi dada à família Almeida a gestão da região de Abrantes, e de outras regiões do país, daí encontrarmos os escudos de armas nos portões da quinta. E ao longo de toda a propriedade vai-se notando a junção com outras famílias da aristocracia até aos dias de hoje, sejam nacionais ou internacionais, com os escudos presentes nomeadamente em fontes, colunas e no castelo.

A Quinta assistiu ao cruzar de diversas alianças matrimoniais, desde logo envolvendo as famílias da Casa Quifel Barberino, à Casa Paes do Amaral e finalmente à Casa dos Condes d’Anadia,

Encurtando ligeiramente a história, em 1870 por morte do IV Conde de Anadia, a propriedade de Alferrarede foi atribuída por herança ao seu filho Carlos de Sá Paes do Amaral Pereira Meneses d’Almeida Vasconcelos Quifel de Barberino, Cavaleiro da Ordem de Malta e terceiro filho varão.

Já em 1882, o rei D. Luís concedeu a Carlos Paes do Amaral o título de I Visconde e depois de Conde de Alferrarede. O Conde de Alferrarede teve uma única filha, D. Maria da Assunção, que se casou com o Marquês do Faial e Conde do Calhariz. Não tendo filhos, a representação recaiu na linha primogénita da Casa Anadia, sendo o atual IV Conde de Alferrarede, Miguel Maria de Sá Paes do Amaral.

Miguel Pais do Amaral, que assumiu a administração da propriedade da família em Alferrarede a partir de 1976, é filho de Manuel José Maria de Sá Pais do Amaral VII Conde d’Anadia , e de Maria Mafalda de Figueiredo Cabral da Câmara da Casa dos Condes de Belmonte.

Voltemos à quinta, de 400 hectares, onde 100 são dedicados ao olival, com três tipos de sistema produtivo, do tradicional, ao intensivo e ao extensivo.

Não descura a presença da variedade Galega, que faz parte da denominação de origem protegida (DOP) do Ribatejo. Costuma ter um tronco grande, oco, e exige cerca de 15 a 20 pessoas para a apanha com recurso a varas, ripagem, panos no chão, de forma tradicional.

Também representadas estão as variedades Hojiblanca, Koroneiki, Frantoio, Picual, Cobrançosa (tipicamente de Trás-os-Montes) e a Arlequina.

Diz-nos Dylan que um dos parâmetros fundamentais para se ter um azeite de qualidade é a rapidez da apanha. E começa logo por nos apresentar ao jardim recentemente criado na entrada para uma experiência didática, além de demonstrativa, também prática.

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Num jardim das variedades, na entrada da quinta, com representação de todas as variedades de azeitona utilizada na produção da Casa Anadia, num espaço onde as pessoas podem conhecer as diferenças e sentir os aromas, desde logo sentindo o cheiro da rama e a diferença do cheiro da erva acabada de cortar. Ali é possível decifrar “caraterísticas organoléticas que vamos identificar nos azeites e que é muito importante começar a memorizá-las e perceber porque cheira a isto e aquilo”, diz-nos.

Vamos andando, e entramos na propriedade murada. Na entrada, do lado direito, as casas corridas e baixinhas dos trabalhadores, toda a propriedade pintada de branco com barra azul. As casas, ainda hoje habitadas, foram sendo deixadas de herança tal como o trabalho na quinta às próximas gerações de trabalhadores, sendo que as tarefas iam sendo atribuídas consoante as caraterísticas de cada família.

Do lado esquerdo a sala de prova e a loja e a zona industrial, onde se produz o azeite de forma mecanizada e com um sistema automático mas exigente.

À medida que avançamos é-nos garantido que o objetivo é tentar conservar a restaurar todo o património.

Segue-se a vacaria, ainda por recuperar, com toda uma zona que antes era utilizada para as vacas de leite, porque além da produção de azeite e milho, também se apostava na produção de leite ali na quinta. O restante edificado adjacente seriam armazéns para o milho, alfaias agrícolas,… O desafio seguinte será reconverter noutro tipo de edifícios e utilidades.

Ali, estamos perante o que seria um terreiro do paço, onde estacionavam as carroças e se situavam as cavalariças.

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Ao fundo passa a ribeira que segue desde Casais de Revelhos e que desagua no Tejo, sendo que de outubro a dezembro era normal a quinta estar em leito de cheia. Essa água servia a azenha, dando força motriz para que no lagar se fizesse a moagem da azeitona. Neste lagar, que agora é museu, dá para perceber as três fontes de energia pelo qual passou: desde a azenha, à máquina a vapor e depois eletricidade não estável. Só, por fim, eletricidade estável. Todos estes equipamentos ainda se mantêm no lagar. Deixou de ser utilizado em 1986.

O lagar, o solar e a capela estão edificados na mesma estrutura arquitetónica, sendo do século XVII.

A refrescar o ambiente o tanque da Fonte de Santiago, onde os animais bebiam água. Nomeadamente os cavalos de trabalho. Ainda ali se mantêm peixes, uma tecnologia ancestral utilizada como forma de filtragem natural. Os peixes evitavam que os cavalos ingerissem algo que os pudesse adoecer, e bebiam uma água mais limpa.

Já se verificam na fonte a junção de outras famílias à família Almeida, caso da família Sá e a família Coluna, de Itália. Também se verifica a coroa de sete pontas, que identifica o conde.

Depois a casa do capataz, um prédio mais senhorial, destinado a toda a sua família.

Dentro do espaço museológico, no antigo lagar, consta agora a coleção de coches e carroças, desde uma dedicada à caça e outro para eventos sociais, bem como uma demonstração da rotina dos trabalhadores entre outubro e dezembro, em que além de ali trabalharem, também ali comiam e dormiam.

“A velocidade da apanha no olival era muito superior à velocidade de extração de azeite no lagar, o que levava o lagar a trabalhar 24 sobre 24 horas. Tinha de haver turnos, a garantir que os equipamentos estavam sempre a funcionar”, explica-nos Dylan Pires.

Ali consta também a típica cozinha com lume de chão e chaminé alta, que permitia o fumeiro dos enchidos após a matança dos porcos que ocorria sempre nesta mesma época.

Cruzamo-nos com “António”, a figura que ilustra o mestre lagareiro, que registava a quantidade de azeitona que ia chegando, bem como a qualidade do azeite e a regulação da acidez.

Na zona central do lagar, as carroças chegavam carregadas de sacas de serapilheira com azeitonas, deixavam-nas ao centro, pesavam-nas e depois eram trazidos às costas para a moagem nas mós. Inicialmente com a força motriz na azenha, depois passando para a máquina a vapor, em que se utilizava a caldeira e o vapor fazia pressão para que os equipamentos funcionassem.

Só depois surge a eletricidade não estável, que levava a estar atento para saber se tinham potência suficiente para poder trabalhar, uma vez que existiam picos de eletricidade imprevisíveis.

A moagem era feita, e depois a pasta vinha para a batedeira, fazendo a massa da azeitona, que era colocada em colunas de capachos, de 10 em 10, e depois eram colocados na prensagem.

Dali era retirado o azeite de primeira e o de segunda extração. O primeiro sendo recolhido, era colocada água por cima da coluna de capachos, saindo o segundo, que tinha mistura de água quente com gordura do azeite. Depois de caldear, com o azeite a vir à superfície aglomerado – azeite em cima e água em baixo – o mestre lagareiro abriria a torneira e a água seguiria o seu caminho, pelos canais que ali existiam, retornando à ribeira.

A massa da azeitona era retirada dos capachos, após o espremer, e servia para outro moinho para produção do óleo de bagaço de azeitona, que por sua vez servia para a iluminação, alimentando as lamparinas – originando o azeite lampante, o pior azeite que necessita de processo de refinação para ser utilizado. Também poderia ser usado para lubrificação dos equipamentos metálicos.

Já agora, uma das curiosidades: todos os equipamentos foram produzidos nas Fundições do Rossio de Abrantes, uma das míticas indústrias do concelho de Abrantes, situadas em Rossio ao Sul do Tejo.

Seguem-se os depósitos, onde o azeite era colocado, e depois seguia em bilhas para as carroças que iam fazer a venda porta-a-porta.

Dentro do lagar, lá estão os quartos, num primeiro e segundo andar, onde os trabalhadores pernoitavam, para fazerem os turnos, em equipas de 4 a 6 pessoas por turno. Com camas de ferro e casas de banho mais modernas, sendo que antes as condições não eram tão satisfatórias. Antes disso, usavam os fardos de palha e as camisas de milho para fazer os colchões.

Avançamos uns metros e subimos até à fachada do solar, a principal residência Casa dos Almeida de Abrantes fundada com a instituição do morgado de Almeida no século XIV.

Este solar de Alferrarede data do século XVII, estando entre o lagar e a capela. No alto, o relógio e o sino para dar as horas, além de se dispor de um relógio de sol.

Abrem-se as portas da capela de Nossa Senhora do Bom Sucesso, que dá o nome à quinta. Do seu lado esquerdo, São João dos Bem Casados, e do lado direito, São Benedito, padroeiro dos escravos.

Em baixo, uma tradição curiosa e relativa ao Quartel de Abrantes: os homens, antes de partir para os conflitos armados, vinham receber a bênção da família aristocrata e do clero, e tornou-se tradição deixarem uma fita ou uma gravata pendurados na capela, como símbolo de uma promessa de regresso em que, ao concretizar-se, os permitia casarem-se com a mulher de quem gostavam. Porém, havia um senão: o homem solteiro que ali fosse fazer promessa, se se deixasse rir ao troçar de São Benedito, então seria castigado… porque quando regressasse, a sua amada já teria casado com outro homem.

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Uma representação antiga de Nossa Senhora de Fátima, Santo António e Nossa Senhora da Conceição também compõem os altares.

No tecto, o escudo pintado, conforme o que estava na fonte, mas já incluindo o ramo de oliveira, ligando à olivicultura e também ao Santo Ofício, e do lado direito um outro ramo, a representar a ruralidade.

O missal do século XVIII, todo em latim, continua intocável no altar. Este altar está de frente para as divindades, mas consta uma janela do lado esquerdo, que dava ligação direta ao solar, para que a aristocracia assistisse à missa em patamar superior aos trabalhadores. A altura da janela está ao nível da divindade, estando a família também acima do clero.

A capela é forrada a azulejo, que tudo indica ter sido produzido em Coimbra, na altura em ali laboravam os grandes mestres da azulejaria portuguesa.

E nisto, hora de começar a subir gradualmente pelas encostas até ao castelo, embrenhados entre as frondosas, diversas e altas árvores que compõem o bosque que o envolve. As suas copas a perder de vista. Do alto, vigia-nos a torre.

O Castelo de Alferrarede, também muito conhecido como a Torre da Marquesa, é uma edificação do século XIX, sendo da mesma geração que os palácios de Sintra. Daí encontrarem-se semelhanças aos bosques que vedam a toda a volta o castelo, num manto fresco e verdejante, de onde despontam diferentes flores, plantas e arbustos. Entre a passarada que ali habita, também é comum avistarem-se esquilos vermelhos a lançarem-se de árvore em árvore.

Espécies como o eucalipto, o cedro ou o cipreste, pinheiros, sobreiros e azinheiras, freixos. Algumas das árvores, pensa-se que possam ter vindo da região do Buçaco, numa troca em torno do turismo de caça, habitual entre as famílias da aristocracia.

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Este Castelo de Alferrarede chegou a ser residência do rei D. Carlos I, que ali se hospedava quando vinha caçar à região, e não se descarta a possibilidade de ter existido alguma troca de presentes nessa época, havendo ali algumas espécies oriundas de outros pontos do país.

Chafarizes e lagos proliferam junto ao castelo e permitem a ligação e encaminhamento da água, que termina na fonte aos pés do bosque, no início da encosta de acesso. A água é usada para irrigação para conservar níveis de humidade estáveis durante todo o ano, e com isso manter a flora. Desde os tapetes de musgos, que graças à proeza dos sistemas de rega, mantêm a humidade e estão verdes o ano o todo.

Nos lagos constam nenúfares, já a florir, e onde os reflexos do bosque estampam telas de brilho e sombras à superfície da água ali (p)reservada. A paisagem também vai sendo marcada por hortenses rosadas, lilases ou azuladas.

Entretanto entra-se pelo portão forrado a cortiça, como forma de preservação e que dá uma imagem de camuflagem. Dali, entra-se no fabuloso e muito bem cuidado jardim do Castelo de Alferrarede. Tudo está limpo, cortado e aparado, não havendo sinais de mínimo descuido ou esquecimento.

Dentro do jardim, consta o sobreiro com mais de 150 anos, que nunca foi descortiçado e que foi plantado pela Marquesa, Maria da Assunção, filha de Carlos Paes do Amaral – quem mandou construir o castelo em 1882, o 1º Visconde de Alferrarede e Conde de Alferrarede, tendo sido cavaleiro da Ordem de Malta.

Sobreiro no interior do jardim do castelo, que foi plantado pela Marquesa e terá mais de 150 anos, sendo que nunca foi descortiçado. Foto: mediotejo.net

O jardim tem diversos lagos e chafarizes entre o relvado, e as plantas estão distribuídas desenhando e contornando todo o espaço. Ali ao lado o pombal, com pombos a entrarem e saírem e a não deixarem restar dúvidas sobre a sua atividade.

Há dois jardineiros que cuidam diariamente, todo o ano, daquele jardim, e só eles sabem os segredos e conhecem os cantos à casa.

Outro espaço digno de registo é a estufa, que apesar de estar num canto do jardim se vai mantendo há várias décadas, talvez há mais de 50 anos, e onde a humidade e aquela sensação de abafado nos corta o ar ao ingressarmos no interior. Chega-nos a essência de plantas aromáticas, desde a hortelã, poejo,… até várias espécies de plantas, incluindo fetos, que vão rodando conforme a época do ano para o interior do castelo. Ali naquela estufa as plantas entram num processo de revitalização, depois da estadia no castelo que tem menos luz no seu interior.

Seguimos pelo caminho com glicínias lilases floridas a cair-nos sobre a cabeça, e nisto encaramos no espaço da piscina, com um tanque grande e centrado junto do espaço de lazer e repouso.

Junto à fachada da Torre da Marquesa, como também é conhecido o Castelo de Alferrarede, uma vista panorâmica e privilegiada tanto para a fortaleza de Abrantes como para o rio Tejo e a ponte rodoviária entre Barreiras do Tejo e Rossio ao Sul do Tejo, e do topo da torre a visão que se promete ainda mais ampla e, claro, mais estratégica – sendo que o objetivo quando foi construída era também permitir visibilidade sobre toda a área envolvente da Quinta do Bom Sucesso.

No Castelo consta a inscrição do lema da família: Virtus omnia vincit – “A virtude tudo vence”.

A história daquela quinta cruza-se e funde-se com a História de Portugal, e permite também isto, conhecer particularidades e curiosidades históricas e de vivência naquele pedaço de paraíso na terra, que foi passando de geração em geração, e está agora na posse do herdeiro Miguel Pais do Amaral. Engenheiro, empresário e piloto amador de automobilismo – que carrega os títulos de VIII Conde de Anadia e IV Conde de Alferrarede.

A visita termina onde começou, na entrada da quinta, mas desta feita, na sala de provas anexa à loja dos produtos Casa Anadia, reconhecida pelos azeites premiados, pela garrafa clássica ao estilo de engarrafamento de vinhos, por todo o branding distintivo.

Além da visita de contexto histórico e patrimonial, há tempo para prova de azeite, de três tipos: virgem extra, virgem e lampante que depois é refinado. A mesa já está posta e inclui individuais em papel com curiosidades e informações sobre o azeite tipicamente português.

Dylan Pires vai guiando o momento, naquela ambiência de casa rústica bastante sofisticada. Chega o momento de aprender um pouco mais sobre o ciclo e os segredos da produção de azeite.

Dylan Pires é o responsável que guia os visitantes ao longo da experiência pela quinta, inclusive na prova de azeites. Foto: mediotejo.net

Ali bebe-se, literalmente, conhecimento sobre o azeite e o setor olivícola em Portugal. É explicado que o azeite virgem extra é ideal para saladas, fazer molhos, temperar pratos. Já o azeite virgem apresenta um ligeiro defeito, pois deverá ser utilizado em pratos que envolvam temperatura, pois esta levará à evaporação dos maus aromas e não se sentem na degustação do prato. É usado na confeção de sopa, refogados e afins da culinária portuguesa.

A acidez que é muitas vezes falada como índice de qualidade é um parâmetro analisado e obrigatório por todas as marcas de azeite; mas é apenas um de vários, juntando-se ao índice de peróxidos, determinação das ceras e absorvâncias, entre outros. Nos azeites da Casa Anadia a acidez ronda os 0.2, dada a velocidade de apanha no olival e transporte até ao lagar para moagem.

Na prova disponibiliza-se o azeite monovarietal Tributo – Galega, que apresenta as caraterísticas da azeitona colhida o mais verde possível. Mas também o Casa Anadia DOP e o Private Collection.

Ali se adivinham e saboreiam os aromas que apresentam os azeites, e cujo desafio é lançado para que os visitantes possam tentar descodificar e fazer uma prova guiada por um expert na matéria.

A prova é feita com recurso ao copo azul, o mesmo que é utilizado em concursos, uma vez que se pretende que a coloração não seja fator determinante no juízo final e análise sobre o azeite degustado. A coloração resulta apenas da concentração de clorofila e carotenos: mais clorofila, azeites mais verdes; mais carotenos, azeites mais dourados.

O vidro de relógio tapa o copo para evitar a fuga do aroma, e é nos compostos hidrossolúveis (cerca de 2%) perante os mais de 90% de gordura que se irá encontrar os aromas e os polifenóis. A temperatura corporal, ao colocar a mão por baixo do copo, vai aquecer e com isso há a possibilidade de evaporação.

E com respiração lenta e prolongada, inspira-se e apela-se ao olfacto para descortinar que aromas estarão por detrás. De seguida saboreia-se, num bochecho que cubra toda a boca, e que dê para sentir na língua o picante que o azeite possa ter, mais ou menos acentuado, e que ao beber deixará o seu rasto conforme passa na garganta; deixa a sua marca mais ou menos robusta e áspera, num efeito mais ou menos prolongado.

Tudo detalhes que ficará a saber se optar por fazer um passeio com prova à quinta da Casa Anadia, num momento a dois, em família e até entre amigos. Na certeza que estarão a enriquecer-se sobre o património histórico e cultural português, com o exemplo da Quinta do Bom Sucesso, a Casa dos Almeida de Abrantes, que faz parte de um capítulo importante do concelho de Abrantes e da região e que testemunha a própria História de Portugal.

Casa Anadia

Morada: Quinta do Bom Sucesso, 2200-484 Alferrarede, Abrantes

Coordenadas: 39.482813519178116, -8.172659745464605

Programas disponíveis: (1) visita guiada aos espaços da Quinta em modo passeio com explicação histórica ; (2) combinação da visita guiada com uma prova comentada de 3 azeites virgem extra. Os programas têm os valores de 7,5€ e 12,5€ respetivamente.

Marcação prévia de visitas:
reservas@casaanadia.pt
+351 932 951 119

https://casaanadia.pt/olivoturismo

Joana Rita Santos

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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