“A união fará Abrantes”: Valamatos inicia segundo mandato com apelo à coesão e trabalho. Foto: CMA

O novo executivo camarário, liderado por Manuel Jorge Valamatos (PS), é composto pelos vereadores João Gomes, Luís Correia Dias e Raquel Olhicas (PS), João Morgado e Ana Oliveira (AD) e Nuno Serras (Chega). O PS, mesmo perdendo um vereador, venceu a Câmara Municipal com maioria absoluta, conquistou 11 das 13 freguesias, e manteve a maioria na Assembleia Municipal, consolidando a liderança socialista no concelho.

Em declarações ao mediotejo.net, Manuel Jorge Valamatos considerou que a reeleição com maioria absoluta “é uma manifestação de confiança da comunidade”, mas também “um acréscimo de responsabilidade” para o novo ciclo autárquico. “Tempos exigentes pedem de nós grande determinação, honestidade e proximidade. Vamos cumprir o que prometemos, com contas certas e sempre ao lado das pessoas”, afirmou.

O autarca destacou que o mandato será marcado por uma aposta forte na transição energética, na inovação e na competitividade, aproveitando os instrumentos financeiros disponíveis, nomeadamente o PRR, Portugal 2030 e o Fundo de Transição Justa.

“Temos projetos estruturantes, como a conclusão da Escola Superior de Tecnologia, o Cineteatro de São Pedro, o antigo mercado que se transformará num pavilhão multiusos, a rotunda do hospital, as ciclovias no Aquapolis e a ponte pedonal sobre o Tejo”, enumerou.

Entre as prioridades do mandato, Valamatos salientou também o investimento na saúde de proximidade, na educação pública de qualidade e na coesão territorial, com particular atenção às freguesias e à melhoria dos serviços públicos.

“Queremos fixar jovens e famílias, criar oportunidades de trabalho e garantir que ninguém fica para trás. Abrantes é um concelho com dimensão, diversidade e potencial — o nosso foco é fazer dele um território mais competitivo e com qualidade de vida”, afirmou.

“A união fará Abrantes”: Valamatos inicia segundo mandato com apelo à coesão e trabalho. Foto: CMA

ÁUDIO | MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CM ABRANTES:

Sobre as acessibilidades, o presidente da Câmara defendeu a necessidade de “concluir o IC9 e melhorar o acesso à zona industrial do Tramagal”, sublinhando ainda a importância da requalificação das estações ferroviárias de Tramagal, São Miguel do Rio Torto/Rossio ao Sul do Tejo e Alferrarede.

 “Queremos um concelho ligado, funcional e preparado para o futuro”, disse, realçando o papel das freguesias “como primeiro rosto do poder local” e elogiando “a colaboração dos presidentes de junta e das suas equipas”.

Questionado sobre a equipa que o acompanha neste novo ciclo, Manuel Jorge Valamatos destacou a “coesão e continuidade” do executivo municipal, com a entrada de Raquel Olhicas no lugar da vereadora cessante Celeste Simão.

“Temos uma equipa determinada, que acredita neste projeto. Contamos com todos — desde os eleitos aos técnicos da autarquia — para fazermos mais e melhor por Abrantes”, afirmou.

Cerimónia marcada por emoção e transição na Assembleia Municipal

A cerimónia da tomada de posse, que encheu no dia 3 de novembro o auditório da Escola Secundária Solano de Abreu, contou com a presença de convidados, entidades oficiais e população. António Gomes Mor, presidente cessante da Assembleia Municipal e autarca histórico desde as primeiras eleições livres de 1977, conduziu a sessão e deu posse aos eleitos para os órgãos municipais.

Seguiu-se a eleição da nova Mesa da Assembleia Municipal, que, com 32 votos favoráveis, oito em branco e um nulo, elegeu Arlindo Chambel como novo presidente, acompanhado por Isilda Jana e Francisco Bragança como secretários.

António Gomes Mor deixou uma reflexão sobre a liberdade e o poder local como pilares da democracia, enquanto Arlindo Chambel expressou orgulho e sentido ético no exercício do mandato “na terra onde nasci, vivo e trabalho”.

Arlindo Chambel é o novo presidente da Assembleia Municipal, sendo acompanhado por Isilda Jana e Francisco Bragança como secretários. Foto: CMA

“A união fará Abrantes. Muito mais Abrantes.”

No discurso oficial de posse, Manuel Jorge Valamatos dirigiu-se “a todos os abrantinos, sem exceção”, agradecendo a confiança e apelando à união.

“Os abrantinos serão merecedores do nosso respeito e cuidado, independentemente da freguesia onde vivem ou da sua orientação política. Todos fazem parte do projeto ‘Mais Abrantes’”, afirmou.

O autarca elogiou o trabalho dos autarcas cessantes, com destaque para Celeste Simão, e sublinhou o papel fundamental das Juntas de Freguesia na coesão do território. Deixou também uma mensagem à oposição, apelando ao respeito institucional e ao combate ao populismo.

“A democracia precisa de fiscalização e de propostas exequíveis. Uma boa ideia não tem cor partidária. Com serenidade, exigência e estabilidade, faremos o que nos compete: planear, decidir, explicar e prestar contas”, declarou.

“A união fará Abrantes”: Valamatos inicia segundo mandato com apelo à coesão e trabalho. Foto: CMA

Encerrando o discurso, Valamatos reafirmou o compromisso com o desenvolvimento sustentável do concelho.

 “Queremos mais Abrantes — na habitação, na saúde, na educação, na cultura, no ambiente e na inovação. Com o trabalho de todos, teremos um concelho mais justo, mais moderno e que reforçará o seu estatuto de referência regional. A união fará Abrantes. Muito mais Abrantes”, concluiu.

O Partido Socialista venceu as eleições autárquicas em Abrantes com 47,82% dos votos, reelegendo Manuel Jorge Valamatos para um segundo mandato à frente da Câmara Municipal. A Aliança Democrática (AD) obteve 29,95% e elegeu dois vereadores, ao passo que o Chega conquistou o terceiro lugar, com 13.9 % dos votos, elegendo um vereador. O movimento ALTERNATIVAcom, com 3.7%, perdeu a representação no executivo.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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