No último domingo, os portugueses foram às urnas demonstrar com clareza o direcionamento que desejam para os próximos 4 anos. Como deputado eleito, só posso agradecer a honra maior de continuar a representar o distrito de Santarém na Assembleia da República. Trata-se de uma enorme responsabilidade refletida num trabalho de proximidade. Pela minha parte, tudo farei para ser merecedor da confiança depositada. Trabalharei também para esbater o afastamento, natural, que existe entre deputados e eleitores.
Estou convicto que, com um trabalho de confiança, procurando sempre ser parte da solução para os problemas que nos apresentam em cada território, conseguiremos esbater esse distanciamento.
Fazendo uma análise aos resultados, o Partido Socialista venceu em todos os distritos de Portugal Continental e na Região Autónoma dos Açores. Dessas eleições resultaram 117 deputados eleitos pelo PS, sendo que ainda faltam apurar os deputados dos círculos eleitorais da emigração.
Este resultado é de uma enorme responsabilidade para o Partido Socialista que deve continuar a conduzir o país ao crescimento e recuperação da crise provocada pela pandemia e, simultaneamente, investir nos serviços públicos, no ambiente, na coesão e no combate às desigualdades.
De outra forma, foram punidos eleitoralmente aqueles que, sendo de esquerda, quiseram derrubar um governo de esquerda. Mas também os que não se importavam de negociar com um partido de extrema direita para formar governo.
Os portugueses desejavam estabilidade e foi esse o voto que colocaram nas urnas, como verdadeira arma do povo. Contudo, não é uma boa notícia a eleição de 12 deputados por um partido de extrema-direita, quando um já era de mais. Este é um resultado que nos merece preocupação e reflexão.
A nível do distrito de Santarém, o PS elegeu mais um deputado, cresceu mais de 4% e 13 mil votos, tendo vencido em 20 dos 21 concelhos. Dados que refletem a opção na estabilidade que já vinha sendo implementada. Uma enorme responsabilidade.
Feita a análise aos resultados, é tempo de trabalho. É tempo de dialogar com todos os partidos eleitos na Assembleia, menos com um, com quem não devemos abrir portas pois o caminho não é, definitivamente, esse. E, simultaneamente, vamos dialogar com toda a sociedade civil.
É tempo de responder positivamente ao voto claro dos portugueses e de sermos merecedores da confiança inequívoca que depositaram no PS para levar o país ao desígnio de crescimento e estabilidade que todos querem. Pela minha parte, tudo farei para ser merecedor dessa confiança.
