À luz de candeias, Biblioteca de Tomar acolheu noite cultural "à antiga". Foto: Luís Ribeiro

A Biblioteca Municipal de Tomar promoveu na sexta-feira um sarau cultural e etnográfico com o mote “Estórias de candeias às avessas”, e onde foi dada expressão a estórias passadas de boca em boca, de geração em geração, ou vividas na primeira pessoa, reunido várias gerações à volta de candeias e lamparinas. 

“Estórias de candeias às avessas” foi o pretexto para escutar “os mais velhos” e ouvir as suas estórias vividas à luz das candeias num tempo em que a energia elétrica era uma utopia, num serão que contou com a presença e participantes de todas as gerações.

Diz o ditado popular que “em dia de Nossa Senhora das Candeias, se estiver o céu a rir, está o inverno para vir; se estiver a chorar, está o inverno a passar”. Por isso, “se no próximo dia 2 de fevereiro estiver sol… vem lá chuva, na certa!”, indicava a nota enviada ao nosso jornal em forma de convite e de mote para a sessão.

Revisitar memórias antigas através dos candeeiros de azeite ou de petróleo que estavam presentes nas famílias com algum desafogo económico, ou através das candeias de azeite, candelárias ou lucernas nos lares mais pobres, “ajuda-nos a perceber o porquê do azeite ser sinónimo de luz e proteção”.

A Biblioteca Municipal de Tomar lançou o desafio para que a comunidade participasse nesta “noite à antiga”, e levasse sua candeia de azeite, lamparina, lampião ou candeeiro a petróleo na viagem ao passado.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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