Foto: DR

Um dos conceitos normalmente confundidos nos dias que correm é a crença numa liberdade que nos permite uma amplitude ilimitada nas nossas ações e nas nossas palavras.

Não pretendo ir pelo caminho mais fácil pelo que não quero recordar que antes de tudo, liberdade rima com responsabilidade. Nem me atrevo a referenciar a frase batida que “a liberdade de cada um termina onde começa a liberdade do próximo”.

Como isto é tão básico, pretendo ir mais longe e bem mais fundo… porque este é um conceito individual que apenas faz sentido numa história coletiva.

A liberdade é um direito que deve ser exercido de acordo com os princípios de cidadania. Com a já referida responsabilidade, como é óbvio, mas também com urbanidade, civismo, respeito, transparência, verdade e tantos outros valores, cada vez mais esquecidos ou negligenciados.

Os últimos dias, que não foram mais do que a extensão das últimas semanas, que por sua vez têm sido o espelho dos últimos meses e dos últimos anos, deram-nos o oito e o oitenta de quem não sabe viver com a liberdade que muitos dos nossos avós não tiveram oportunidade de conhecer.

O achincalhamento e a falta de respeito ultrapassam todos os limites socialmente tolerados e caem por terra devido ao vazio da argumentação. Mas o “alargamento” do papel para o engrandecimento da história também não está correto e também cai por terra quando “choca” de frente com a parede da verdade.

Há personalidades e há instituições. Normalmente as personalidades passam e as instituições ficam. Mas há personalidades que ficam na história pelo desempenho do seu papel. Nem mais nem menos, acreditando sempre na honestidade intelectual de quem conta a história toda… para o bem e para o mal.

Há de facto personalidades que ficam na história pelo desempenho do seu papel. Mesmo que nos tentem vender o desempenho de papéis que estiveram longe de ser os seus e que foram, clara e objetivamente, de outros.

Como em quase tudo, no meio estará a virtude. Quem tiver a tranquilidade de espírito para o perceber, terá honras no exercício da sua liberdade, porque aqueles que se distinguem com elevação há muito perceberam que liberdade também rima com sobriedade.

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

Deixe um comentário

Leave a Reply