A hora das Ninfas do Tejo. Foto: Ricardo Escada

Cair da noite em Constância ou a hora das ninfas do Tejo que Camões invocou para escrever os Lusíadas.

“E vós, Tágides minhas, pois criado

Tendes em mim um novo engenho ardente,

Se sempre em verso humilde celebrado

Foi de mim vosso rio alegremente,

Dai-me agora um som alto e sublimado,

Um estilo grandíloquo e corrente,

Porque de vossas águas, Febo ordene

Que não tenham inveja às de Hipocrene.

Dai-me uma fúria grande e sonorosa,

E não de agreste avena ou frauta ruda,

Mas de tuba canora e belicosa,

Que o peito acende e a cor ao gesto muda;

Dai-me igual canto aos feitos da famosa

Gente vossa, que a Marte tanto ajuda;

Que se espalhe e se cante no universo,

Se tão sublime preço cabe em verso”.

*Luís Vaz de Camões

Ricardo Escada

Apaixonado pelas Artes do Espectáculo, foi no Chapitô que se formou, e se pudesse actuar todos os dias, assim seria. A Fotografia é uma outra paixão, que surge na sua vida bem cedo, aos 14 anos. Actualmente faz Fotografia de Social, embora também goste de Fotografar Design de Interiores. Fugiu da atribulação da Cidade e rumou às suas origens. E foi na Confluência do Rio Zêzere com o Rio Tejo que se reencontrou.

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