Papa Francisco em Fátima, em 2017. Fotografia de Paulo Jorge de Sousa / Arquivo mediotejo.net

Quando o Papa Francisco aceitou o convite para visitar Portugal pela primeira vez, em 2017, por ocasião do Centenário das Aparições, a forma escolhida para o anúncio público dessa viagem revelou bem a sua humildade jesuíta, mas também a devoção à Virgem de Fátima. “Irei com a alegria de quem retorna à casa da Mãe. E irei como peregrino – com Maria, peregrino na esperança e na paz.”

Apesar de nunca ter visitado Fátima antes de se tornar Papa, recebeu a imagem da Virgem portuguesa em Buenos Aires, em 1992, e logo após a sua eleição, em 2013, pediu a D. José Policarpo que consagrasse o seu pontificado a Nossa Senhora de Fátima. Essa consagração foi feita pelos bispos portugueses na Cova da Iria, durante as celebrações de 13 de maio desse ano. Seis meses depois, nos dias 12 e 13 de outubro, a estátua que se venera na Capelinha das Aparições foi levada para Roma, a seu pedido.

Em 2023, Francisco regressou a Portugal para a Jornada Mundial da Juventude e rezou em Fátima uma missa especial pela paz entre os homens, com especial foco na guerra da Ucrânia.

João Paulo II consagrou a Rússia ao Imaculado Coração de Maria em 1984, perante a imagem de Nossa Senhora de Fátima, o que para os crentes conduziu ao colapso da União Soviética nos anos seguintes (no Santuário de Fátima está por isso em exposição um pedaço do Muro de Berlim). Seguindo os passos do Papa polaco hoje venerado como santo nos altares (e que atribuiu a sua salvação de um atentado a Nossa Senhora de Fátima), Francisco repetiu a cerimónia religiosa, pedindo a interceção da Virgem no restabelecimento da paz.

Um pedaço do muro de Berlim está em exposição no Santuário de Fátima
Tapete de Flores feito pelas gentes do Sardoal no Parque Eduardo VII, em Lisboa, na Cerimónia de Acolhimento ao Papa Francisco, na Jornada Mundial da Juventude, em 2023. Foto: Paulo Jorge de Sousa

Sou diretora do jornal mediotejo.net, diretora editorial da Médio Tejo Edições e da chancela de livros Perspectiva. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

Nasceu no Sardoal em 1964, e é licenciado em Fotografia. Fez o Curso de Fotojornalismo com Luíz Carvalho do jornal “Expresso” (Observatório de Imprensa). É formador de fotografia com Certificado de Aptidão Profissional (registado no IEFP). Faz fotografia de cena desde 1987, através do GETAS - Centro Cultural, do qual também foi dirigente e fotografou praticamente todos os espetáculos. Trabalha na Câmara Municipal de Sardoal desde 1986 e é, atualmente, Técnico Superior, editor fotográfico e fotógrafo do boletim de informação e cultura da autarquia “O Sardoal” e de toda a parte fotográfica do Município. É o fotógrafo oficial do Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal. Em 2009, foi distinguido pela rádio Antena Livre de Abrantes com o galardão “Cultura”, pelo seu percurso fotográfico. Conta com mais de meia centena de distinções nacionais e internacionais. Já participou em dezenas de exposições individuais e coletivas.

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