Quando o Papa Francisco aceitou o convite para visitar Portugal pela primeira vez, em 2017, por ocasião do Centenário das Aparições, a forma escolhida para o anúncio público dessa viagem revelou bem a sua humildade jesuíta, mas também a devoção à Virgem de Fátima. “Irei com a alegria de quem retorna à casa da Mãe. E irei como peregrino – com Maria, peregrino na esperança e na paz.”
Apesar de nunca ter visitado Fátima antes de se tornar Papa, recebeu a imagem da Virgem portuguesa em Buenos Aires, em 1992, e logo após a sua eleição, em 2013, pediu a D. José Policarpo que consagrasse o seu pontificado a Nossa Senhora de Fátima. Essa consagração foi feita pelos bispos portugueses na Cova da Iria, durante as celebrações de 13 de maio desse ano. Seis meses depois, nos dias 12 e 13 de outubro, a estátua que se venera na Capelinha das Aparições foi levada para Roma, a seu pedido.
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Em 2023, Francisco regressou a Portugal para a Jornada Mundial da Juventude e rezou em Fátima uma missa especial pela paz entre os homens, com especial foco na guerra da Ucrânia.
João Paulo II consagrou a Rússia ao Imaculado Coração de Maria em 1984, perante a imagem de Nossa Senhora de Fátima, o que para os crentes conduziu ao colapso da União Soviética nos anos seguintes (no Santuário de Fátima está por isso em exposição um pedaço do Muro de Berlim). Seguindo os passos do Papa polaco hoje venerado como santo nos altares (e que atribuiu a sua salvação de um atentado a Nossa Senhora de Fátima), Francisco repetiu a cerimónia religiosa, pedindo a interceção da Virgem no restabelecimento da paz.
































