Ganso-do-egipto (Alopochen aegyptiaca) – Esta espécie exótica com origem na região subsaariana de África tem vindo a ser observada com uma frequência crescente em diversos locais do território nacional e poderá estar em vias de estabelecer populações auto-sustentáveis.
Considera-se que a introdução na natureza foi acidental, fruto de fugas de cativeiro ou mesmo da dispersão natural de colecções privadas e parques zoológicos.
Fácil de identificar, esta grande ave aquática é maior que um pato. A plumagem tem tons cinzentos e acastanhados, destacando-se a mancha castanha em redor do olho e também os tons ruivos nas asas. Em voo são bem visíveis as coberturas alares brancas, contrastando com as penas de voo pretas.
Embora seja pouco abundante num contexto nacional, pode ser considerado localmente comum, havendo já diversos núcleos que parecem estar bem estabelecidos. A espécie é residente e pode ser vista durante todo o ano.
Na região do Médio Tejo pode ser observado no Paúl do Boquilobo e em lagoas e açudes no interior.
Como exótica introduzida provoca alguns impactos nas espécies autóctones como competição por locais de nidificação e alimento. Apresenta ainda um comportamento agressivo.
Espécime fotografado no Paúl do Boquilobo.
Fonte: Aves de Portugal.
