Garça-branca-grande (Ardea alba) – Em muitos guias de campo esta espécie surge com o nome Casmerodius albus ou Egretta alba. A alteração de género para Ardea decorre das recomendações emitidas pela IOC. Embora semelhante à garça-branca-pequena pela plumagem branca, esta ave é muito maior, com patas e pescoço mais compridos que a sua parente mais pequena, sendo praticamente da mesma dimensão da garça-real.
Quando em plumagem de Inverno, apresenta o bico todo amarelo e as patas escuras, e corpo inteiramente branco. Na plumagem nupcial, ostenta um bico mais escuro, amarelo junto aos loros, e patas com tonalidades amareladas, assim como tufos de penas no dorso. Em voo apresenta as patas bastante estendidas para trás, deslocando-se com batimentos lentos tal como a garça-real.
Embora possa ser observada durante quase todo o ano, não existem efectivos reprodutores no nosso território, pelo que se trata de uma garça sobretudo invernante, sendo no Outono e no Inverno que se torna mais frequente. O melhor período de observação decorre de Outubro a Março. Ainda assim, é uma ave bastante escassa, que ocorre em números reduzidos em zonas húmidas, albufeiras, arrozais e tanques abandonados de salinas. Esta garça é mais abundante a sul que a norte.
Fonte: Aves de Portugal.
Exemplar fotografado no Paúl do Boquilobo em Dezembro de 2016.
