Cegonha-preta (Ciconia nigra) – Pernas longas e vermelhas, bico longo e vermelho, e um padrão preto com reflexos esverdeados, fazem desta uma das mais belas aves do nosso território.

Identificação – Espécie de fácil identificação, possuindo bico e patas vermelhas chamativas, um padrão preto no dorso, asas, pescoço e cabeça, e branco no abdómen. Dependendo da luminosidade, é por vezes possível observar os reflexos esverdeados nas asas, e alguns tons púrpura no pescoço e cabeça. Ligeiramente mais pequena que a congénere cegonha-branca, é bastante mais tímida, fugindo ao menor sinal de perturbação. Dado ser uma espécie bastante sensível à perturbação, a sua observação deve ser feita com cuidado, evitando ao máximo causar danos nesta população.

Abundância e calendário – Espécie rara, estando ameaçada devido, sobretudo, a perda de habitat. Nidificam em Portugal poucas centenas de casais, sendo a sua densidade baixa. Pode ser observada em bandos pouco numerosos, durante as concentrações de final de Verão. Nidificante, sendo sobretudo estival, ocorre também um pequeno contingente invernante. Este último, quase exclusivamente na metade sul do território. Assim sendo, é uma espécie que ocorre em maior número a partir de finais de Fevereiro até Setembro, em seguida diminuindo muito de abundância.

Durante o Inverno, é bastante rara, havendo algumas observações dispersas pelo Alentejo, geralmente na proximidade de açudes ou albufeiras.

Com a região do Tejo Internacional (o habitat preferido para nidificar) bem perto de nós têm-se verificado observações esporádicas ao longo do curso do Rio até Constância. O seu Estatuto de Conservação em Portugal é considerado vulnerável.

Exemplar fotografado em Tramagal.

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013. Fez parte da equipa desportiva da Rádio Hertz que ganhou o prémio Artur Agostinho (CNID) em 2020.

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