Noitibó-de-nuca-vermelha (Caprimulgus ruficollis) –  Uma das mais misteriosas aves da nossa avifauna, faz ecoar o seu canto prolongado durante as noites, sendo incrivelmente mimética quando pousada no solo durante o dia.

Raramente observado durante o dia, o noitibó-de-nuca-vermelha é uma ave com uma capacidade de se camuflar absolutamente notável. Mais facilmente reconhecido pelas vocalizações, pode ainda assim ser observado durante a noite nos seus voos de prospecção de insectos, que captura em voo.

Trata-se de uma ave semelhante na silhueta ao gavião, embora os seus hábitos nocturnos e as janelas brancas na cauda e asas permitam de imediato separar as duas espécies. No entanto, a separação entre este noitibó e o noitibó da Europa é bastante difícil, sendo necessária uma observação atenta quando a ave é surpreendida pousada. Neste caso, a observação dos lados da cabeça, garganta e nucas cor-de-ferrugem, permitem distinguir ambas as espécies.

Para além deste facto, este noitibó é maior e mais corpulento que o seu parente, com asas mais largas, muito embora esta característica possa ser de pouca ajuda durante a noite.

Embora comum na metade sul do território, pode parecer bastante raro pelas dificuldades de observação. Exclusivamente estival, este é um nidificante tardio, chegando ao nosso território a partir de meados ou finais de Abril, permanecendo até meados de Setembro.

Ocorre sobretudo em zonas florestadas e bosquetes, especialmente aquelas zonas situadas nas proximidades de zonas abertas que procura para caçar. A sua área de distribuição abrange principalmente as zonas de influência mediterrânica, sendo por isso mais abundante na metade sul do país.

Fonte: Aves de Portugal
Exemplar fotografado em Santa Margarida da Coutada-Constância.

Jorge Santiago

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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