Andorinha-dáurica (Cecropis daurica) – O planar calmo da andorinha-dáurica, que contrasta com o voo mais agitado das outras andorinhas, transmitem uma sensação de tranquilidade. O seu ninho, com um longo túnel de acesso, é muito diferente do das outras andorinhas.

Esta andorinha identifica-se principalmente pelo tom dourado das partes inferiores e do uropígio. Distingue-se da andorinha-das-chaminés pelo uropígio dourado e pela ausência de mancha vermelha escura na garganta.

A andorinha-dáurica é uma espécie estival, que geralmente pode ser observada em Portugal de Março a Outubro. Embora ocorra de norte a sul do país, não é uma ave muito abundante. De uma forma geral é mais numerosa na metade interior do território, escasseando no litoral.

Nidifica frequentemente por baixo de pontes e viadutos e pode ser observada em praticamente todo o Médio Tejo sendo rara em algumas regiões.
Exemplares fotografados em Tramagal. O canto da Andorinha-dáurica:

Fontes:Xeno-canto e Aves de Portugal.

Jorge Santiago

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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