ROLA-BRAVA (Streptopelia turtur). Tal como a chegada das andorinhas e o canto do cuco, o arrulhar da rola-brava também marca o início da Primavera. Infelizmente, é um som que se ouve cada vez menos, pois esta espécie tem vindo a rarear em diversas zonas do país.
Do mesmo tamanho que uma rola-turca, caracteriza-se pela plumagem mais escura e menos uniforme, especialmente no dorso e nas asas, distinguindo-se o seu padrão malhado. A barra branca da cauda é mais estreita que a daquela espécie e no pescoço tem um conjunto de riscas pretas e brancas, que apenas se vê a pequena distância.
Outrora extremamente abundante, a rola-brava vem experimentando uma tendência regressiva desde há várias décadas e é hoje pouco comum na maior parte do território a sul do Tejo; a norte é mais comum, particularmente no nordeste.
Tem uma distribuição ampla mas ocorre geralmente em densidades baixas no sul do país. É uma ave migradora, que chega geralmente em Abril e parte em Setembro (neste último mês observam-se, por vezes, bandos de migradores).
Atualmente estima-se que na Europa existem entre 3,5 e 7,2 milhões de casais.
Entre 1980 e 2009 a população europeia de rola-brava diminuiu 69%, o que significa que por 100 rolas-bravas que existiam em 1981 agora existem 31 indivíduos. De acordo com o Censo de Aves Comuns da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), desde 2004 até 2010 em Portugal houve uma diminuição de 31%. Neste momento a sua população está praticamente extinta na maior parte das regiões de Portugal, ou seja, as populações nidificantes desapareceram. A principal razão da diminuição das populações é a perda de habitat. Por este motivo foi considerada a Ave do Ano 2012 pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves.
Fonte: Aves de Portugal
Exemplar fotografado em Tramagal, Abrantes.
