Poupa (Upupa epops) – A sua poupa tão característica faz desta ave uma das espécies mais emblemáticas da nossa fauna, sendo inconfundível com o seu característico padrão preto e branco nas asas e a cabeça e pescoço ocres. No entanto, a particularidade morfológica mais óbvia desta ave é a sua crista (poupa) pronunciada, orlada por pontas pretas, que, quando levantada, se assemelha a um leque. Emite uma vocalização extremamente fácil de ser identificada, um pouco semelhante ao cuco.
Abundância e calendário
Esta é uma espécie abundante e com área de distribuição ampla, podendo ser encontrada sobretudo em habitats florestais pouco densos, nomeadamente montados de sobro e azinho, carvalhais, e em pinhais, assim como nas imediações de campos agrícolas. Na metade sul do território, pode ser encontrada durante todo o ano, sendo, no entanto, menos abundante no Inverno. Na metade norte, ocorre principalmente entre março e setembro, podendo ser vista ocasionalmente no Inverno, em zonas de clima mais ameno.
A poupa é uma ave de médio porte, com 25–27 cm de comprimento, cerca de 50 cm de envergadura e cauda relativamente longa. A plumagem é acastanhada, sendo as asas pretas e brancas e a cauda preta. A poupa pontiaguda que lhe dá o nome é bem visível quando erecta. O bico é longo e recurvado e as patas são acinzentadas e curtas. O seu canto é um característico hoop-hoop-hoop que pode ser repetido ao longo de vários minutos.
O seu habitat preferencial é a savana africana e zonas de vegetação rasteira na Europa e Ásia, sendo também relativamente comum em zonas agrícolas. A poupa alimenta-se de insectos e suas larvas, bem como de minhocas e outros anelídeos terrestres, pequenos anfíbios e por vezes pequenas cobras. Embora prefira alimentar-se no solo, é também capaz de caçar insectos em voo.
A época de reprodução decorre entre agosto e outubro, dependendo da distribuição geográfica. Cada postura contém 2 a 6 ovos de cor azul-esverdeada. Os juvenis chocam ao fim de cerca de 17 dias de incubação, da responsabilidade exclusiva da fêmea, e permanecem no ninho durante cerca de um mês, recebendo os cuidados parentais de ambos os progenitores.
A principal característica dos ninhos das poupas, construídos em cavidades de árvore, é talvez o seu cheiro fétido, extremamente desagradável. O mau cheiro não se deve a falta de higiene no ninho, pois é sabido que a fêmea o limpa cuidadosamente de todos os detritos, mas representa uma estratégia contra predadores. A fêmea e os juvenis desta espécie possuem uma glândula uropigial, capaz de segregar o líquido responsável pelo mau cheiro, que é expelido em caso de ameaça.
O estado de conservação da poupa é seguro, mas a espécie encontra-se em regressão na Europa. No último século desapareceu da Suécia, Holanda, Bélgica e grande parte da Alemanha, sobretudo devido à alteração das práticas agrícolas e à introdução do uso de insecticidas. Segundo a classificação tradicional da classe Aves, a família Upupidae integrava-se na ordem Coraciiformes.
Estatuto de Conservação em Portugal Continental: Pouco preocupante
Na Madeira: Vulnerável
Fonte – Aves de Portugal e Wikipédia
*Fotografia registada em Alpiarça – outubro 2019.

Olá Flávio, grande foto esta de um dos voadores mais difíceis de apanhar com a lente.
Daqui a 2 anos também me dedicarei a apanhar com a minha lente esta “bicharada”.
Vivo num sítio privilegiado para tal, nós subúrbios da “grande” cidade.
Por aqui também temos gaios, corvos, mochos, corujas das torres, pegas comuns, pegas azuis, guarda rios e os meus preferidos, os malandrecos dos pardais. Também há rápidas, tais como milhares e águias.
Quem sabe se um destes dias não partilharmos umas fotos.
Grande abraço e continuação de boas capturas.
Mário