É bom que os portugueses saibam que a Caixa Geral de Depósitos foi assaltada por uma rede, muito semelhante a um gang, que entre geriu o país e nos levou à bancarrota. Os custos dessa tragédia são ainda hoje pagos pelos portugueses e parte dessa estratégia então liderada por José Sócrates tinha como braço armado, ou seja, financiador, a Caixa Geral de Depósitos.
A auditoria agora revelada, que analisa as ações do banco público ente 2005 e 2015 é muito clara nas suas primeiras conclusões. A Administração liderada por Santos Ferreira, nomeada por José Sócrates e Teixeira dos Santos, destruiu a CGD aprovado créditos sem critério a projetos que, em alguns casos, nem conheceram a luz do dia.
Entre 2011 e 2015, período de gestão de um governo PSD, a CGD melhorou os seus rácios, travou a fundo para tentar corrigir os erros herdados, parou com o crédito irresponsável e fez tudo o que era possível para recuperar as perdas resultantes dos créditos do “Dr. Vara e seus amigos”.
A CGD serviu também para financiar o assalto público ao BCP dando dinheiro a um conjunto de investidores que, a pedido de Vara, Santos Ferreira e José Sócrates, quiseram tomar conta do maior banco privado português, o BCP. A CGD financiou esses investidores que jamais devolveram o dinheiro à CGD, mas, se se esqueceram de pagar o que deviam, não hesitaram em nomear Vara, Santos Ferreira e companhia para a administração do seu novo investimento, o BCP. Isto à custa dos contribuintes portugueses.
A lista de grandes devedores da CGD coincide com os grandes parceiros do Governo de José Sócrates e isso não é surpresa para ninguém. Surpreendente é a coligação que se estabeleceu entre PS, BE e PCP para impedir que esta informação viesse a público na Comissão de Inquérito à CGD que foi proposta pelo PSD. Recordo que estes três partidos se uniram para encerrar este Inquérito antes desta informação chegar ao Parlamento.
É bom que os portugueses saibam isto e é bom que não nos esqueçamos do que cada um fez nos diferentes períodos da nossa história.
