Sob o tema genérico “Fantasiar o Futuro”, o Festival Vapor, que assinala este ano a 5.ª edição no Entroncamento, apresenta uma “programação contemporânea” e “multidisciplinar”, com concertos, filmes, exposições, literatura, feira do livro, oficinas e muitas atividades ‘steampunk’ para todas as idades, a par de projectos de integração comunitária, indicou a organização, em comunicado.
Apostando no “envolvimento direto das comunidades locais” – cujos ensaios tiveram início esta semana – o Festival Vapor aposta este ano numa “forte componente participativa, unindo residentes, migrantes e imigrantes”.
Num dos projetos comunitários, anunciou a organização, será desenvolvido um modelo de cocriação entre o Colectivo Espaço Invisível e “dezenas largas” de participantes, em que “o resultado será um espetáculo multidisciplinar”, que cruza música, dança, artes visuais e teatro, “a partir do território habitado e do seu lugar no futuro”.
Outro projeto comunitário intitula-se “refleƆtion”, uma criação de Alexandra Fernandes, e que tem por base um projeto fotográfico que “propõe uma nova forma de olhar o território”, envolvendo jovens locais num “cruzamento entre arte e consciência ambiental”.
O resultado será apresentado numa exposição coletiva durante o festival, “mapeando boas práticas” no Entroncamento “através da imagem”.

Direcionado para as escolas e famílias, o Vapor convida ainda a ‘Mais Uma Volta… Mais Uma Viagem”, uma instalação lúdica e intergeracional, num projeto que integra um espetáculo-concerto protagonizado por um grupo de jovens músicos ucranianos refugiados em Portugal.
Ainda no âmbito artístico e comunitário, o Leirena Teatro, por sua vez, vai desenvolver um “projeto teatral, inclusivo e multidisciplinar”, em parceria com o CERE – Centro de Ensino e Recuperação do Entroncamento e a Carruagem 23 – Artes do Entroncamento, que envolve o público em momentos de contacto e interatividade através de ações performativas de rua onde “todos têm voz, todos têm lugar e todos podem seguir caminho”.
No encerramento do festival, e em estreia nacional, será apresentado Dragon Time, da companhia francesa elixir, um “espetáculo de grande escala” no exterior do Museu Nacional Ferroviário, onde luz, fumo, desenhos de fogo e fibra ótica se combinam numa coreografia com proezas acrobáticas e malabarismos.
A organização indicou ainda que, no campo musical, ao já anunciado concerto de Bia Maria, junta-se o Coro dos Comuns, projecto criado no âmbito dos ‘Caminhos do Médio Tejo’ e que reúne comunidades de Constância e Entroncamento num “exercício de canto livre e partilhado”, sob direção do maestro Vítor Ferreira.
Já no cinema, em parceria com o Planos Film Fest, o festival apresenta uma seleção de curtas-metragens numa “viagem por diferentes culturas”, propondo “vários olhares sobre o tema da esperança”.
Estas atividades juntam-se aos concertos de Expresso Transatlântico, Selma Uamusse, Bateu Matou, Mão Morta, Sarah McCoy, forest, Bia Maria e Memória de Peixe já anunciados pela organização do Vapor.

Os bilhetes custam, até 31 de agosto, 15 euros (passe de três dias) e seis euros (bilhete diário), e estão à venda na BOL, Ticketline e site do Museu Nacional Ferroviário.
Mais informações em festivalvapor.entroncamento.pt, no Instagram (instagram.com/festivalvapor) e no Facebook (facebook.com/festivalvapor).
*C/LUSA
