Há uma década, decidimos criar um jornal independente de poderes políticos e económicos para garantir informação fidedigna sobre a região do Médio Tejo, como um todo, aos 250 mil habitantes destes 11 concelhos.

Hoje, ainda é o sonho que nos move. E é em nome deste ideal maior que prosseguimos, quando tantas vezes seria mais fácil (e sensato) desistir.

Desde o dia 27 de setembro de 2015 publicámos mais de 60 mil notícias e fidelizámos cerca de 50 mil leitores por mês. Estivemos ao seu lado nas boas e más notícias, nas lutas da região, nas tradições que nos unem e nos momentos que nos desafiam.

Denunciámos casos de poluição, de injustiças sociais, de corrupção. Acompanhámos grandes transformações na região, como o fecho da Central do Pego, estivemos ao lado da comunidade quando mais foi preciso, como na pandemia de covid-19, e fomos distinguidos com vários prémios nacionais e internacionais.

Fomos também o único órgão de comunicação social que, nas eleições Autárquicas de 2017, 2021 e 2025, realizou debates entre todos os candidatos, em todos os concelhos – algo que nunca tinha acontecido em 50 anos de democracia.

Temos orgulho no caminho que já percorremos, mas não escondemos que tem sido à custa de grandes sacrifícios. A publicidade tradicional não sustenta o jornalismo online e a nossa sobrevivência depende de diversificar receitas e ter o apoio direto de quem nos lê – para que possamos continuar a investigar, a questionar, a dar voz a quem precisa. Para que este jornal não se cale quando a região mais precisa de ser ouvida.

Como um dia escreveu Adelino Correia-Pires, alfarrabista de Torres Novas, “o jornalismo de proximidade é assim como a mercearia da vizinha, o café da esquina, a farmácia do bairro, o bom dia de sorriso nos lábios. Este jornalismo merece mais solidariedade de todos. Pelo que por todos faz. É a ponta visível de um iceberg de serviço público, onde o que se não vê é muito, mas muito mais importante do que a sua ponta visível. E só se dará pela sua falta quando um dia faltar. Aí, será tarde”.

Que possamos resistir, melhorar e ser o seu jornal por muitos e bons anos – ao soprarmos as velas deste 10º aniversário, é esse o nosso desejo.


Contribua. Partilhe. Apoie.
Porque este é o seu jornal – e só existirá enquanto fizer sentido para si.

•⁠ ⁠Torne-se Membro da nossa Comunidade de Leitores (com apoio regular ou pontual)
•⁠ ⁠Divulgue o nosso trabalho e incentive outros a apoiar-nos
•⁠ ⁠Subscreva / Siga-nos nas redes sociais (Facebook, Instagram, YouTube)
•⁠ ⁠Se tem uma empresa local, invista em publicidade numa plataforma que chega a mais de 200 mil habitantes da região todos os meses: os nossos leitores são os seus clientes. Contacte-nos!

Sou diretora do jornal mediotejo.net, diretora editorial da Médio Tejo Edições e da chancela de livros Perspectiva. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Entre na conversa

3 Comments

  1. Parabéns Patrícia, Mário Rui e toda a equipa do MedioTejo pelos vossos 10 anos e pela coragem com que informam, mesmo que isso, por vezes, crie desconforto nos nossos pequenos poderes locais. O desconforto em relação à crítica e as vinganças mesquinhas hão de ser, um dia, erradicados da política autárquica e, pela objetividade e independência que o carateriza, o MedioTejo está na linha da frente nesta demanda. Bem hajam!

  2. Parabéns! Continuem porque isto ainda não está ganho… A “luta” ainda não acabou!

Deixe um comentário

Leave a Reply