Revolta de Haymarket, 1886, na sequência da greve geral a 1 de maio em Chicago

1 de maio: Dia do Trabalhador. Quanta história encerra este dia! Quantas lutas se travaram! É inevitável não regressar neste dia à cidade americana de Chicago, onde no século XIX, 500 mil trabalhadores pediram 8 horas de trabalho diárias. Ou viajar até França que, por decisão do senado, foi o primeiro local onde foi decretado feriado no ano de 1919.

O Dia do Trabalhador reveste-se de momentos vividos na História do século XX, sendo também esta data usada pelos regimes do “socialismo real” como sinal de propaganda dos regimes pouco sintonizados com a democracia. Um facto que não retira – e bem – a esta data a sua enorme carga simbólica.

Em Portugal, as comemorações desta data apresentam, desde o século XIX, grande importância, uma vez que as mesmas eram alvo de enormes perseguições durante o período do Estado Novo. Com a chegada da Liberdade – data também assinalada recentemente – o 1º de Maio de 1974, é ainda hoje recordado como uma das efemérides mais importantes do período da revolução. Com justiça. Com memória. Com orgulho.

Em pleno século XXI, penso que continua a ser pertinente a celebração do 1º de Maio. Há muito trabalho a fazer de forma continuada. Destaco o combate à precariedade, a defesa da igualdade de género no trabalho, a não discriminação laboral. Em suma: a luta por um mundo melhor continua a fazer todo o sentido.

Hugo Costa, 42 anos. Economista, deputado e presidente da distrital de Santarém do PS.

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