*atualizada a 4 de abril de 2018 às 19h48
A Fabrióleo tornou a pedir à Câmara de Torres Novas uma declaração de interesse público municipal (DIM) para regularizar a situação do seu edificado. O executivo chumbou novamente o pedido, tendo sido constatado na assembleia municipal de 2 de abril, segunda-feira, que o fez sem sequer analisar o documento. Com processos em tribunal devido ao chumbo inicial da DIM, município optou por não se pronunciar.
A empresa de óleos vegetais Fabrióleo já pedira duas vezes a DIM, tendo esta sido inicialmente recusada em dezembro de 2015 dado o histórico de incumprimentos e a contestação popular contra a laboração da fábrica. Na assembleia municipal de 2 de abril o tópico voltou a discussão, com uma proposta da Câmara de indeferir pela terceira vez o pedido.
O tema gerou mais uma vez consenso, com o deputado Nuno Guedelha (CDU) a constatar que o executivo nem analisara o novo pedido de DIM, repetindo apenas o chumbo. Da parte do BE, António Gomes lamentou os postos de emprego que vão ser afetados, lembrando que o partido havia proposto a deslocalização da fábrica. O PS e o PSD concordaram também com a proposta, constatando o PSD que não se haviam registado mudanças na fábrica.
O presidente da Câmara, Pedro Ferreira, afirmou aguardar com expetativa o que vai acontecer, adiantando que fora contactado pela NERSANT. “Pouco mais posso acrescentar”, terminou.
Em declarações ao mediotejo.net, Pedro Ferreira explicou que tendo já havido uma deliberação sobre a DIM da Fabrióleo e havendo inclusivo um processo judicial pendente devido à mesma, o município entendeu não se pronunciar.
O indeferimento da DIM foi aprovado por unanimidade.
