reunião de câmara de 14 de fevereiro de 2017. FOTO: mediotejo.net

Um morador ligado à construção civil foi à reunião camarária de terça-feira, 14 de fevereiro, criticar o tempo que os serviços da Câmara de Torres Novas levam a passar as licenças de urbanismo. A situação há cerca de seis anos até estava boa, comentou, mas tem vindo a piorar significativamente, expondo o morador que estivera 14 meses à espera de uma licença. O caso gerou algum debate, com a vereadora da CDU, Ana Filipa Rodrigues, a pedir os procedimentos dos licenciamentos urbanos ao executivo socialista, por forma a desenvolver-se a discussão.

O morador começou por lembrar que há cerca de uma década havia muito mais construção civil no concelho e que, nessa época, os serviços municipais funcionavam bem, resolvendo-se com celeridade a parte burocrática das construções. No entanto essa qualidade do serviço perdeu-se, com um sentimento crescente de frustração na população do município quanto aos serviços municipais de urbanismo.

A intervenção do morador gerou algum debate, com o vereador Luís Silva (PS) a constatar que nem sempre a culpa era dos serviços, mas da demora das pessoas em entregar a documentação em falta. Salientou ainda que, ao contrário de outros municípios, Torres Novas aguarda que os documentos sejam entregues e não recusa os processos por falta de elementos, o que obrigaria o cidadão a ter que pagar novamente a taxa de entrada.

Apesar das explicações, o morador reforçou que pelo menos “a distribuição” estava demasiado demorada, tendo o presidente, Pedro Ferreira, reconhecido durante o debate que a situação tinha que ser revista. A intervenção recebeu o apoio da oposição, com a Ana Filipa Rodrigues a frisar que “será de todo conveniente que nos façam chegar a metodologia de trabalho do pelouro do urbanismo”, para que se possam encontrar soluções para esta situação.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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