A água da nascente do Alviela, nos Olhos de Água, freguesia de Louriceira, vai começar a ser monitorizada mensalmente, nos 12 meses do ano, afirmou a presidente da Câmara de Alcanena, Fernanda Asseiceira, na abertura da segunda edição do Festival da Biodiversidade, no sábado, 19 de maio. O objetivo é ir ao encontro das condições necessárias para que a praia fluvial ali existente possa ter Bandeira Azul, assim como combater a poluição.
No sábado estava prevista a presença do Secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, mas por motivos de agenda este não pôde comparecer. O Festival da Biodiversidade – OBSERVACARSO está patente até terça-feira, 22 de maio, com todo um conjunto de atividades a decorrer na praia fluvial dos Olhos de Água, assim como a presença de vários expositores.
Na sua intervenção, a presidente da Câmara, Fernanda Asseiceira, lembrou que o evento só foi possível de realizar “em parceria”. O Festival, entre outras iniciativas de componente de turismo natureza no município, resulta de uma candidatura a fundos comunitários de 2017, que tem por base a “valorização dos produtos endógenos” e a “dinamização do turismo nas áreas classificadas”, explicou a presidente. Alcanena é o único concelho da região a integrar este programa, estando ao lado de zonas como a Serra da Estrela ou o Fundão. “Gostaria que houvesse mais municípios desta área a integrar este protejo”, comentou a autarca.
Fernanda Asseiceira lembrou que a preservação e valorização do património natural e dos recursos naturais tem sido a estratégia deste executivo. “O concelho de Alcanena tem este espaço magnífico e todos os anos tem havido investimentos nesta área”, afirmou, referindo-se à praia fluvial dos Olhos de Água. Adiantou assim que há um projeto aprovado para ligar o parque de estacionamento à praia, através de um passadiço. O objetivo é avançar com a obra ainda em 2018.
Um novo acordo com a EPAL também se encontra a ser negociado, adiantou, frisando que para se avançarem com estes novos projetos não se podem tornar a registar fenómenos de poluição na nascente do Alviela. Considerando a situação “inaceitável”, referiu que já houve contactos com os municípios adjacentes para encontrar soluções, uma vez que se suspeita que a poluição vem por meio de descargas nos algares.
Fernanda Asseiceira terminou o seu discurso comentando que gostaria que as atividades na praia fluvial decorressem com mais frequência, tendo já sido dados passos nesse sentido. Para que se mergulhe nas águas sem receios, estas vão começar a ser monitorizadas mensalmente. O objetivo, admitiu, é alcançar-se a Bandeira Azul, distinção alcançada por outras praias fluviais da região do Médio Tejo e símbolos máximos da qualidade dos espaços fluviais.
Na segunda e terça-feira, dias 21 e 22, o Festival prossegue com visitas das escolas ao certamente. Dia 22, pelas 10h00, decorre a sessão “À Volta da Biodiversidade”, que apresenta os resultados dos projetos de conservação da natureza, estando prevista a presença da Secretária de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, Célia Ramos.

Pelas 10h30 há “Life Berlenga”, o balanço de quatro anos deste projeto com Maria de Jesus Fernandes, diretora do Departamento de Conservação da Natureza e das Florestas de Lisboa e Vale do Tejo.
Às 11h00 decorre a sessão sobre “A águia-imperial em Portugal”, com Manuela Nunes, do ICNF. Pelas 11h30 tem lugar o tema “Programa de Conservação ex-situ do Lince-ibérico em Portugal – Contributos para a recuperação da espécie”, por Rodrigo Serra, diretor do Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico (CNRLI). Ao meio dia decorre a apresentação do filme “Caçador do Silêncio – Reintrodução do Lince Ibérico em Portugal” de Pedro Sarmento.
Nos Olhos de Água encontram-se também a decorrer diversas atividades durante o Festival, nomeadamente, desportos radicais, desportos de natureza, balonismo, insufláveis, exposições e visitas temáticas, atividades de educação ambiental, mercado de produtos regionais e tasquinhas de gastronomia tradicional.
