Foi aprovada a candidatura a fundos comunitários, Portugal 2020, para financiamento da obra de valorização da Igreja de S. Vicente, em Abrantes, através dos investimentos territoriais integrados (ITI), estando a decorrer o concurso para a concretização da empreitada geral, com o preço base de cerca de 380 mil euros e um prazo de execução de 240 dias (8 meses).
A informação foi avançada pela presidente da autarquia, Maria do Céu Albuquerque, na reunião de Câmara de terça-feira, tendo afirmado que a candidatura “foi aprovada, no âmbito do Portugal 2020, através do mapeamento das infraestruturas de cultura”.
A intervenção é da responsabilidade da Administração Central mas, “por protocolo, a Câmara de Abrantes assume essa obra e parte da componente nacional para poder reabilitar, numa 1ª fase, a cobertura e a iluminação daquela Igreja”, observou, tendo feito notar que, “caso seja possível, numa 2ª fase, está previsto também a reabilitação do seu interior e, já no âmbito da reabilitação urbana, a reabilitação da Igreja de S. João.
A candidatura apresentada foi de 500 mil euros, tendo sido aprovado financiamento de 85% desse valor, e que incluiu também uma componente de conservação e restauro de retábulos, à parte da empreitada geral.
Em nota de imprensa, a autarquia refere que esta intervenção “será alvo de contratação pública, quando existirem condições de trabalho na igreja, dependentes do decorrer da empreitada geral, agora a concurso, que visa a beneficiação exterior da igreja através de um conjunto de trabalhos para recuperação dos sistemas construtivos exteriores, como coberturas, paredes e caixilharias”.
Segundo a mesma nota, a empreitada inclui trabalhos de preenchimento de fendas, a manutenção e recuperação de coberturas, a recuperação das fachadas, colocação de caixilharias novas, conservação e restauro de património integrado, vitrais, substituição do sistema de iluminação pública decorativa por tecnologia LED e impermeabilização de calçada e substituição de pinos (no exterior).
Apesar da Igreja de S. Vicente ser Monumento Nacional, a Câmara Municipal de Abrantes será dona da obra, refere ainda a mesma nota, tendo acrescentado que “as duas entidades estabeleceram um protocolo através do qual ambas assumem a componente nacional, em partes iguais, no caso 15% do investimento”.
