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Ao contrário da expectativa inicial, a Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha conseguiu uma poupança na fatura energética na ordem dos 21 mil euros até julho deste ano, face a 2021, deu a conhecer Fernando Freire (PS). Segundo o presidente da autarquia, este resultado foi possível devido à implementação de diversos projetos e medidas para poupança no consumo de eletricidade, estando igualmente o município barquinhense a fazer um controlo rigoroso do consumo da água, bem sobre o qual também se pretende poupar.

A poupança de 21 mil euros verificada até julho de 2022, face ao seu período homólogo, deveu-se, segundo o autarca, à redução do consumo de energia relacionado com a iluminação em termo do exterior, bem como à substituição da iluminação por energia LED no Bloco C da Escola D. Maria II e nas Piscinas Municipais. O consumo energético dos espaços está também a sofrer reduções através de acertos nos horários de funcionamento nos edifícios, essencialmente nas escolas, “que é de facto o nosso grande volume de consumo de energia elétrica”, disse Fernando Freire na última sessão de Assembleia Municipal.

Segundo o autarca tem igualmente sido feito uma redução no consumo energético nas piscinas e complexos desportivos, exemplificando com o uso de uma cobertura em cima da água “no sentido de a preservar em termos ambientais e de temperatura”.

Também a produção local de eletricidade, a partir de fontes de energia como os painéis fotovoltaicos implementados junto das piscinas, ajudou nesta redução da fatura energética.

Mas também na água há um “controlo rigoroso”, sendo que o município se encontra a estudar neste momento a possibilidade de abertura de furos, para captações próprias. Grande parte do consumo de água prende-se com a sua utilização no Parque Ribeirinho, mas neste caso a água usada é a do rio Tejo, pelo que o município quer implementar esse projeto também em Tancos, além de querer adaptar o sistema de rega do Parque Ribeirinho para um sistema de rega inteligente com o objetivo da poupança de água.

Enaltecendo o trabalho “impressionante” que tem sido feito nestas matérias de controle de despesa pelos recursos humanos da autarquia, Fernando Freire afirmou ainda que “só assim é que objetivamente podemos governar a nossa casa – a Câmara – com entrega e perseverança”, terminou.

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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1 Comment

  1. Quanto é que será que custou toda essa poupança? É que para tornar a coisa inteligente, converter iluminação para LED, instalar painéis fotovoltaicos… é preciso dinheiro, muito dinheiro.
    Quanto tempo demorará a que as poupanças superem os custos de estudo/ equipamento/ instalação/ manutenção? Meses? Anos? Nunca? (Porque a dado momento tem de haver manutenção/ troca dos equipamentos).

    Isto é uma pergunta pertinente, porque quando analisei os custos de instalação de painéis solares para a casa o custo tendo em conta o tempo de vida útil dos equipamentos não compensaria nunca a eventual poupança mesmo em cenário ideal de produção… basicamente quando começasse a compensar é quando teria de se fazer manutenção ou até mesmo trocar tudo. Não consigo considerar um investimento em poupança, quando nunca vai ser possível poupar de facto, pelo menos no caso dos painéis fotovoltaicos em casa. A excepção é se for através de subsídios que o município tenha conseguido do Estado Central ou da União Europeia… aí acredito que compensasse, da mesma maneira que compensaria cá em casa meter painéis solares se fossem outros a pagar por eles.

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