Com um investimento global na ordem dos 305 mil euros, o executivo da Câmara de Vila Nova da Barquinha já aprovou os projetos de estudo prévio para a requalificação da Praça da República (105 mil euros) e Bairro da Rua da Misericórdia (200 mil euros) e envolventes, projetos que vão ter contar com comparticipação comunitária.
O projeto de execução da Praça da República de Vila Nova da Barquinha, assenta numa análise histórico-temporal e na sua evolução e preservação, valorizando-se o eixo monumental da praça, preservando a memória do lugar e do tempo. Com esta intervenção, a autarquia pretende também estimular a inclusão e acessibilidade através da demolição de barreiras arquitetónicas, o que, defende, “resultará numa melhoria de mobilidade de todos os cidadãos”.
O município, na proposta apresentada e aprovada, entende que a Praça da República, onde se localiza a Câmara Municipal e os Serviços Camarários, deve funcionar como a praça de entrada na Vila, um cais onde se ancoram os equipamentos de serviço aos cidadãos, um lugar onde se pode ficar a apreciar a paisagem verde do Parque Linear, ou como ponto de passagem num circuito urbano desde o Parque para o interior da Vila, existindo um interesse em alargar esta intervenção para as ruas 5 de Outubro, Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, do Marechal Carmona, de Angola, do Tejo e Largo de Santo António, uma extensão de área que ajudará, sublinha, a “estabelecer um desenho urbano contemporâneo, ainda que respeitador da história do lugar”.
Devido à forte insolação da Praça na zona mais a Sul (onde surge a nova esplanada), surgiu a necessidade de existência de sombreamento. Foram assim propostos os elementos de sombra, de aspeto linear e contemporâneo, cujo intuito será de unificar todas as esplanadas da Praça, mesmo que pertençam a atividades económicas diferentes.
O projeto de reabilitação da Rua da Misericórdia e zona envolvente em Vila Nova da Barquinha tem como objetivo principal a requalificação dos pavimentos deste espaço público, sugerindo um novo desenho para o fecho do quarteirão edificado. Pretende-se também estimular a inclusão e acessibilidade através da demolição de barreiras arquitetónicas, numa lógica de melhoria de mobilidade de todos os cidadãos. Do ponto de vista da eficiência energética e sustentabilidade ambiental, será dado enfoque na utilização de iluminação LED, mantendo a intenção ecológica já demonstrada pela Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha.
Propõe-se como área de intervenção principal a Flua da Misericórdia, existindo também um interesse declarado em alargar esta intervenção para a rua D. Maria II, abarcando todo o espaço público entre estes dois arruamentos.
O que se pretende é que os espaços de interior de quarteirão se tornem mais amplos e acessíveis, criando momentos de continuidade no passeio urbano. “Com esta proposta de regeneração urbana, considera-se que o resultado é o de um espaço público agradável, contemporâneo e que permite a multiplicidade de usos”, defendeu a equipa de arquitetos, sendo apoiada na sua leitura pelo executivo municipal.

