“Gamelão de Porcelana e Cristal” para alunos do Agrupamento de Escolas de Vila de Rei, do projeto Fôlego. Créditos: Fôlego

Entre 15 e 19 de maio, o projeto Fôlego promove o workshop “Gamelão de Porcelana e Cristal” para alunos do Agrupamento de Escolas de Vila de Rei. Durante o horário escolar, a comunidade escolar poderá aprender a tocar neste “instrumento musical coletivo” criado pela Companhia de Música Teatral (CMT) – o Gamelão de Porcelana e Cristal – sob orientação da mesma.

Constituído por centenas de peças de porcelana, faiança, grês, vidro e cristal, o Gamelão é simultaneamente um objeto único do ponto de vista visual, uma autêntica escultura, que será instalado no pátio exterior do Agrupamento de Escolas. Concebido pela CMT no âmbito do projeto Opus Tutti, apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, este instrumento tem contribuído para tornar a prática musical acessível a todos, “afinando pessoas, pássaros e flores”. A CMT é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes.

Neste trabalho musical, são usadas estratégias exploratórias e criativas, bem como criados mecanismos de estruturação de ideias musicais não dependentes de notação – e que se baseiam na ideia de colaboração e comunicação interpessoal. Porque a construção do espírito cívico começa na cooperação.

MAIS SOBRE O FÔLEGO

O Fôlego – programa de intervenção artística movido pelo combate às alterações climáticas em Mação, Sertã, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila de Rei – decorre no Centro de Portugal.

O nome Fôlego surge da associação do território ao fogo – mas também ao ar, necessário à combustão e à vida – e o programa convida à imersão no património natural por via das artes, apelando à mobilização local, nacional e internacional pela mitigação da crise climática. O Fôlego atuará no território entre 2021 e o verão de 2023.

Privilegiando o envolvimento da comunidade local em torno de um futuro saudável e consciente, o Fôlego terá uma programação cruzada entre áreas artísticas: artes plásticas, dança, fotografia, música, novo-circo, novos media e teatro. Terá como eixo principal a arte participativa e comunitária, em relação próxima com as populações, promovendo a mobilidade de públicos e artistas locais, nacionais e internacionais.

Selecionado para financiamento no quadro EEA Grants, Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu, o projeto é promovido pela Academia de Produtores Culturais, em parceria com Mapa das Ideias, H2Dance e Heidi Ruustgard (Noruega), Universidade da Islândia, Associação Pinhal Maior e os cinco municípios – Mação, Oleiros, Proença-a-Nova, Sertã, Vila-de-Rei – atuando num esforço coordenado entre dezenas de instituições locais, nacionais e internacionais, de caráter governamental e não-governamental.

O Fôlego alia as artes, a ciência e o ambiente, trabalhando a problemática do clima em várias frentes – não apenas numa abordagem conceptual e artística, mas também pela sensibilização e envolvimento da comunidade em ações concretas no sentido da mitigação e adaptação aos efeitos da crise climática.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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