A Biblioteca Municipal de Vila de Rei vai assinalar o 12º aniversário de existência juntamente com os 95 anos do nascimento do escritor José Cardoso Pires, que lhe dá o nome. Em tempo de pandemia, a Rede de Bibliotecas de Vila de Rei dinamiza até dia 20 de novembro uma iniciativa digital de “Estafeta de Contos”.
A iniciativa “Estafeta de Contos: Eu Conto, Tu Contas, Ele Conta…” que a biblioteca municipal costuma levar a cabo anualmente este ano decorrerá em formato digital, devido à pandemia de covid-19, estando prevista apresentação em vídeo da dinamização de contos junto da comunidade escolar e das IPSS do concelho.
Segundo a organização, a iniciativa pretende cumprir com objetivo de “estimular a leitura e a criatividade, desenvolvendo competências e capacidades no domínio da língua portuguesa”.
A Biblioteca Municipal José Cardoso Pires foi inaugurada a 26 de outubro de 2008, pelo então Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva. Surge esta instituição através de um contrato-programa celebrado entre o antigo IPLB (atual DGLB) e a Câmara Municipal de Vila de Rei.
Tem duas salas de leitura, um auditório, área de exposições e a Sala José Cardoso Pires, onde se encontra o espólio, que inclui biblioteca pessoal, prémios e edições de obras) doado pela família do escritor ao Município de Vila de Rei.

José Cardoso Pires, que dá o nome à Biblioteca Municipal, nasceu em 1925 em São João do Peso, tendo falecido em 1998 em Lisboa.
Conhecido por inúmeras facetas onde se destacou como romancista, dramaturgo, jornalista, cronista e ensaísta, é considerado um dos grandes vultos da ficção portuguesa da segunda metade do século XX.
Também integrado na Biblioteca vilarregense, está o Centro de Estudos Padre João Maia, S. J., inserido na sala de leitura para os adultos.
Natural de Monte Novo, na freguesia de Fundada, onde nasceu em 1923, o Padre João Maia morreu em 1999 em Lisboa. Ingressou em 1940 na Companhia de Jesus,fez licenciatura em Filosofia na Faculdade Pontifícia de Braga e é doutor pela Faculdade de Burgos, em Espanha.

Poeta, crítico, cronista e ficcionista, foi redator e colaborador em diversos títulos, caso da revista Brotéria, do jornal Renovador (Sertã), Rádio Renascença e revista Colóquio. Neste Centro de Estudos a si dedicado constam títulos assinados pelo sacerdote jesuíta, obras cedidas pela Companhia de Jesus (sobre a sua história e a História de Portugal) e monografias.
A Biblioteca Municipal, que é ainda “casa” para a memória e legados destas duas figuras ímpares da cultura vilarregense, integra a Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, tendo por base a oferta, capacitação e estímulo à leitura, prestando serviço “a toda a população, independentemente da sua idade, profissão, nível educativo ou socioeconómico ou local onde resida”.
