Vila de Rei com três programas de Voluntariado Jovem durante o verão. Foto: DR

Os deputados com assento na Assembleia Municipal de Vila de Rei aprovaram por unanimidade a ‘Estratégia de Educação Ambiental’ para 2023, documento que já havida sido aprovado pela Câmara Municipal igualmente por unanimidade. O objetivo passa por um compromisso na construção da literacia ambiental que conduza a uma mudança de paradigma civilizacional, traduzido em modelos de conduta ambientalmente sustentáveis.

O documento identifica as principais atividades e projetos a desenvolver, dirigidos aos Estabelecimentos de Ensino, Instituições Particulares de Solidariedade Social e à população em geral, “que têm por missão, promover o acesso à informação e às boas práticas ambientais com vista à alteração do paradigma civilizacional e de comportamentos que traduzam uma maior e melhor consciência ambiental”, lê-se no documento agora aprovado pela Assembleia Municipal.

Durante a discussão da proposta do executivo de maioria PSD, o deputado municipal eleito pelo PS, Luís Miguel Jerónimo, avançou com a sugestão de se assinalar o dia 23 de novembro, que é o Dia da Floresta Autóctone, indicando ser também melhor época para a plantação de árvores do que no Dia Mundial da Árvore, que se assinala a 21 de março.

Destacou ainda a importância de “tirar os alunos da sala de aula, levá-los ao terreno” para uma mais eficaz educação ambiental, sendo “mais fácil” num concelho como Vila de Rei do que, por exemplo, em Lisboa.

“Gostava que estivesse espelhado no documento”, disse. E, como trabalha em projetos de reflorestação de áreas ardidas, manifestou-se disponível para ações de reflorestação em áreas do concelho de Vila de Rei.

Em resposta, o presidente da Câmara Municipal, Ricardo Aires (PSD), disse não ser este “um documento fechado” recebendo com satisfação a disponibilidade manifestada pelo eleito socialista. O autarca avançou que em 2023, no Dia Mundial da Árvore, decorrerá uma ação de “desbastar árvores no sentido do ordenamento do território, e não de plantar”.

Assembleia Municipal de Vila de Rei. Créditos: mediotejo.net

O objetivo do Município de Vila de Rei passa por “estabelecer um compromisso colaborativo, estratégico e de coesão na construção da literacia ambiental em Portugal que, através de uma cidadania inclusiva e visionária, conduza a uma mudança de paradigma civilizacional, traduzido em modelos de conduta ambientalmente sustentáveis”.

Para tal considera-se “fundamental educar para a sustentabilidade através de processos de construção e consensos estruturais duráveis entre as diversas forças sociais, procurando despertar novas modalidades de participação cívica dos cidadãos, mobilizar para a criação de valores, políticas e práticas ambientais, quotidianos individuais e coletivos, sociais e institucionais. A Educação Ambiental assume-se através por meio de um diálogo aberto, crítico e reflexivo sobre os problemas ambientais, participando na sua prevenção e resolução, bem como nos processos de tomada de decisão”.

Com esta estratégia pretende-se “incentivar a introdução de temáticas transversais, contribuir para a mudança de comportamento e de atitude face ao ambiente, não só por parte dos jovens e crianças a que se destina, como também por parte das suas famílias e das comunidades em que se inserem”.

Tal como o mediotejo.net noticiou, as atividades de sensibilização e educação ambiental propostas e dinamizadas pelo Gabinete de Ambiente e Espaços Verdes englobam um programa de iniciativas que visam cativar a população, proporcionando momentos de aprendizagem e reflexão sobre diversos temas ambientais.

Assembleia Municipal de Vila de Rei. Créditos: mediotejo.net

É também objetivo desta estratégia de Educação Ambiental: “Sensibilizar os cidadãos para a necessidade de melhorar a eficiência da utilização de recursos para o desenvolvimento sustentável dos ecossistemas; Incutir noções, hábitos e práticas de reciclagem de resíduos orgânicos e valorizáveis; Divulgar e apoiar projetos que promovam o envolvimento da população nas questões ambientais; A construção de uma sociedade ecologicamente responsável, economicamente viável, culturalmente diversa, politicamente atuante e socialmente justa; Incentivar a participação ativa, permanente e responsável da comunidade na proteção e preservação do ambiente e da qualidade de vida; Organizar eventos, palestras e dias comemorativos, sobre variados temas de cariz ambiental; Promover e acompanhar visitas de estudo a algumas infraestruturas de interesse ambiental, como o Centro de Receção e Transferência de Resíduos e a Estações de Tratamento de Água”.

As propostas de atividades presentes na estratégia têm como base os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável que a resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) preconiza – “Transformar o nosso mundo: Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável”. A presente estratégia privilegia um trabalho temático e transversal e tem quatro eixos temáticos: Descarbonizar a sociedade; Tornar a economia circular; Valorizar o território; e Sensibilização e Informação Ambiental.

Dando sequência aos anos anteriores esta estratégia de educação ambiental “está estruturada de forma a abranger toda a população incluindo campanhas direcionadas para a população em geral e população escolar das diversas faixas etárias”, informa ainda o Município.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

Deixe um comentário

Leave a Reply