Chama-se RIBA, bebendo inspiração no Ribatejo, e nasce com a missão de impulsionar novos negócios que promovam o desenvolvimento sustentável e a coesão social nos 20 concelhos que constituem as Comunidades Intermunicipais da Lezíria do Tejo e do Médio Tejo.
O seu nome completo é RIBA – Centro para o Empreendedorismo de Impacto do Distrito de Santarém, e foi apresentado publicamente na terça-feira, 14 de janeiro, na Startup Santarém.
Segundo o seu coordenador, Fernando Castelo Branco, o RIBA diferencia-se de outras incubadoras de negócios já existentes nesta região pelo foco colocado no impacto dos projetos na sociedade, nomeadamente a nível social, cultural e ambiental, e o “alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável” das Nações Unidas, como a erradicação da pobreza ou a redução das desigualdades.
O RIBA pretende atuar em quatro frentes: aceleração, usando redes de contactos de outras instituições parceiras, nomeadamente da Nersant, para acelerar o crescimento dos negócios; incubação, para apoiar empreendedores com ideias criativas que visem gerar um impacto positivo na sociedade; capacitação, com ações de formação e o apoio “pro bono” de duas dezenas mentores associados a esta iniciativa; e divulgação/ativação, na apresentação ao mercado.
O projeto tem como promotores a Adorior, empresa de assessoria económica, e a Nersant – Associação Empresarial de Santarém, e funcionará para já durante 36 meses, com o apoio do programa governamental Portugal Inovação Social e um investimento de 400 mil euros das Comunidades Intermunicipais do Médio Tejo e da Lezíria do Tejo.
“Queremos apoiar projetos que tenham como objetivo melhorar a vida das pessoas”, explicou o coordenador do projeto. “Se os projetos tiverem viabilidade económica, impacto social, cultural ou ambiental, então compete-nos apoiá-los, encaminhá-los, e fazer tudo para que possam crescer e aumentar as probabilidades de sucesso.”

O RIBA funcionará fisicamente nos 5 pólos que a Nersant tem no distrito de Santarém e numa plataforma online desenvolvida pelos promotores, que estará ativa “em breve”.
Esta iniciativa prevê apoiar cerca de uma centena de projetos ao longo dos próximos três anos e estes podem ser submetidos para apreciação “em qualquer estádio de desenvolvimento, desde uma ideia inicial até a fases mais avançadas”, concretizou Fernando Castelo Branco.
O processo de seleção dos projetos vai ser conduzido por um comité de análise para avaliar se apresentam as características sociais suficientes para receber o apoio do RIBA.




