Iniciou ontem o mês da prevenção dos maus tratos infantis. Abril é o mês escolhido há mais de 40 anos para consciencializar a comunidade internacional para a necessidade de prevenir o mau trato na infância. Portugal também não fica indiferente e é por isso que durante este mês, várias iniciativas surgem pelo país. Comissões de Proteção de Crianças e Jovens, Escolas, Instituições Particulares de Solidariedade Social, Municípios, entre outras entidades, promovem ações que reconheçam a importância de um trabalho conjunto das famílias com a comunidade, na diminuição das situações de abuso e negligência e, que promovam o bem-estar social e emocional das crianças.
“A Organização Mundial de Saúde define abusos ou maus-tratos às crianças como todas as formas de lesão física ou psicológica, abuso sexual, negligência ou tratamento negligente, exploração comercial ou outro tipo de exploração, resultando em danos atuais ou potenciais para a saúde da criança, sua sobrevivência, desenvolvimento ou dignidade num contexto de uma relação de responsabilidade, confiança ou poder. “
Em 1989 nasceu na Virgínia nos Estados Unidos, o “Movimento Laço Azul”. Este movimento conta a história de Bonnie W. Finney que tomou a iniciativa de colocar uma fita azul na antena do seu carro, de modo demonstrar a sua dor face aos acontecimentos trágicos de que tinham sido vítimas os seus netos. As crianças tinham sido maltratadas pela mãe (filha de Bonnie) e pelo namorado, e o azul representava as nodoas negras espalhadas pelos pequenos e delicados corpos. Uma das crianças terá morrido vítimas das agressões. Rapidamente o movimento ganhou dimensão mundial.
Em Abrantes, no ano de 2015, cerca de 300 crianças do nosso concelho foram vítimas de algum tipo de mau trato. Números muito semelhantes aos de 2014. Não podemos ficar indiferentes a este movimento de sensibilização, mas não podemos fazê-lo apenas em abril. Temos de lembrá-lo todos os meses do ano. Cabe-nos a todos (as) proteger as (nossas) crianças.
Não fique indiferente. Se achar que não pode fazer mais, contacte as entidades competentes. Mas não se cale. Proteja.
