“Estamos em Paris2024. A nossa estafeta mista está qualificada para os Jogos Olímpicos deste ano na capital francesa”, confirmou este sábado a Federação de Triatlo de Portugal numa publicação na sua conta nas redes sociais. A modalidade garantiu a maior representação de sempre em Jogos Olímpicos, uma vez que estará também representada com dois triatletas nas provas masculina e feminina individuais.
O presidente da Federação de Triatlo de Portugal congratulou-se pelo momento histórico para a modalidade, que garantiu quatro vagas em Paris2024, apontando a um top 8 na estafeta mista e “trazer algo ao peito” em individuais.
“Sinto-me feliz, mas, acima de tudo, sinto-me feliz pela modalidade e pelos atletas que conquistaram este lugar. É um resultado histórico, ou é um momento histórico, qualificarmos quatro atletas. É inédito nesse sentido e, acima de tudo, porque temos igualdade nos Jogos, que era algo que nunca tinha acontecido. Já tínhamos tido três homens, dois homens e uma mulher. E, agora, finalmente, dois homens e duas mulheres e podermos alinhar na estafeta mista, é um grande orgulho”, enalteceu Sérgio Dias, em declarações à Lusa.
A secção de Triatlo do CNTN também já reagiu, tendo afirmado que “o Clube de Natação de Torres Novas escreveu mais uma página incomparável na história do desporto em Torres Novas e em Portugal”.
“Acompanhados pelo técnico torrejano Paulo Antunes, fundador em 2009, da Escola de Triatlo do Clube de Natação de Torres Novas, Ricardo Batista e Maria Tomé são dois triatletas do Clube de Natação de Torres Novas que vão estar presentes nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, sendo a primeira vez que Torres Novas tem atletas de um Clube torrejano presentes nos Jogos Olímpicos”, destacou a página Triatlo Torres Novas.
A Federação de Triatlo de Portugal, por sua vez, explicou que a World Triathlon deu como finalizado o processo de qualificação na sequência do cancelamento da prova de Abu Dhabi, devido ao mau tempo, com Portugal a assegurar a qualificação graças ao nono lugar que ocupa no ranking mundial, uma posição cimentada com a prata conquistada na etapa da Taça do Mundo de Napier, na Nova Zelândia.
Com vagas reservadas para as seis estafetas melhores pontuadas no ranking, à exceção da França, Alemanha e Grã-Bretanha, já qualificadas, Portugal ficou com a sexta vaga, atrás de Nova Zelândia, Suíça, Austrália, Estados Unidos e Itália.
A medalha de prata conquistada na etapa de Napier, por Ricardo Batista, Melanie Santos, Vasco Vilaça e Maria Tomé, permitiu à estafeta nacional subir três lugares e entrar em posição de qualificação.
“Com este feito, o triatlo português consegue a sua maior representação de sempre em Jogos Olímpicos”, sublinha ainda o organismo.

A modalidade terá assim quatro representantes nos Jogos Olímpicos Paris2024, que decorrem entre 26 de julho e 11 de agosto, sendo a primeira vez que haverá duas mulheres portuguesas nas provas individuais de triatlo.
Representação histórica no triatlo aumenta para 40 número de atletas
A estafeta mista do triatlo, que qualificou no sábado duas mulheres e dois homens para Paris2024, escreveu uma nova página na história da modalidade e elevou para quatro dezenas o número de representantes da Missão portuguesa nos próximos Jogos Olímpicos.
Após o cancelamento da prova de Abu Dhabi – a última que contava para o apuramento –, devido ao mau tempo, a World Triathlon decidiu dar por finalizado o processo de qualificação, com a estafeta mista lusa a assegurar uma vaga graças ao nono lugar que ocupa no ranking mundial.
Não só Portugal estará representado na prova coletiva, como garantiu a presença de quatro triatletas nas provas individuais (dois homens e duas mulheres), um número recorde para a modalidade em Jogos Olímpicos – é também a primeira vez que o país terá duas triatletas a competir na mesma edição.
Foi uma semana feliz para Missão portuguesa, que logo no domingo viu Irina Rodrigues reforçar o contingente do atletismo, quando bateu o recorde nacional no lançamento do disco na Taça da Europa de lançamentos em Leiria, com os seus 66,60 metros a serem também a melhor marca mundial do ano.
Rodrigues, de 33 anos, tornou-se na oitava qualificada no atletismo, ainda que a vaga só seja confirmada oficialmente depois de 30 de junho, quando for realizado o acerto entre lugares de ranking e marcas.
Pedro Buaró (salto com vara), Samuel Barata e Susana Godinho (maratona), Auriol Dongmo (lançamento do peso), Isaac Nader (1.500 metros), João Coelho (400 metros) e Ana Cabecinha (20 quilómetros marcha) são os outros atletas com mínimos.
O atletismo é, para já, a modalidade mais representada, entre as 11 com ‘vaga’ em Paris2024, com a natação a seguir-se, com cinco apurados: Diogo Ribeiro, campeão mundial dos 50 e 100 metros mariposa e que já conseguiu mínimos nos 50 e 100 metros livres e nos 100 metros mariposa, João Costa (100 metros costas), Camila Rebelo (200 metros costas), Miguel Nascimento (50 metros livres) e Angélica André, nas águas abertas.
Também na água, mas bem mais longe, na praia Teahupo’o, no Taiti, competirão as surfistas Teresa Bonvalot e Yolanda Hopkins, quinta em Tóquio2020 e que se apurou no último dia de fevereiro, ao atingir as meias-finais dos Jogos Mundiais de surf em Arecibo, Porto Rico.
Poucos dias antes, tinha sido o ténis de mesa a ‘carimbar o passaporte’ para os Jogos, depois de a seleção masculina, composta por Marcos Freitas, Tiago Apolónia, João Geraldo, Diogo Carvalho e João Monteiro –o último foi dispensado devido a doença -, ter conquistado a vaga durante o Mundial por equipas.
Além da vaga por equipas, que será composta por três jogadores, Portugal tem também assegurada a presença de dois mesatenistas no torneio individual, que vão sair dos convocados para a prova coletiva.
Em janeiro, o dressage garantiu uma quota coletiva, pelo que, além da presença no concurso de obstáculos (vaga assegurada para o país por Duarte Seabra), Portugal levará outros três cavaleiros a Paris2024, que participarão tanto na competição de equipas, como na prova individual.
A ginástica de trampolins marcará presença na capital francesa, depois de Pedro Ferreira e Gabriel Albuquerque terem alcançado a final de trampolim individual masculino dos Campeonatos do Mundo de ginástica.
Apesar de estar representado por dois ginastas na final em Birmingham, em Inglaterra, Portugal teve apenas direito a uma quota para os Jogos Paris2024, uma vez que os oito finalistas dos concursos masculino e feminino asseguravam um lugar para o país, com a limitação de uma vaga por nação.
Já na ginástica artística, Filipa Martins conquistou um lugar graças ao 27.º lugar na qualificação e apuramento para a final do ‘All-Around’ no Campeonato do Mundo de Antuérpia, na Bélgica. A ginasta assegurou uma das 14 vagas individuais para o ‘All-Around’, depois de contabilizadas as quotas para as equipas.
Com o sexto lugar no contrarrelógio dos últimos Mundiais de ciclismo, Nelson Oliveira já tinha garantido uma vaga para as cores lusas nessa especialidade, com o ranking a atribuir outras duas quotas para o fundo e mais uma no ‘crono’, sendo que os dois ciclistas terão de ser os mesmos em ambas provas. Portugal voltará ainda a ter uma ciclista na prova de fundo feminina, algo que não acontecia desde Atlanta1996.
No final de setembro, Maria Inês Barros selou um lugar para a equipa lusa, ao sagrar-se campeã europeia de tiro com armas de caça (trap), em Osijek, na Croácia, dias depois de Teresa Portela ter assegurado uma das três vagas na canoagem, em K1 500 metros, depois do oitavo lugar na final dos Mundiais de Duisburgo, na Alemanha.
O K1 500 foi a terceira embarcação a garantir o apuramento para os Jogos Olímpicos Paris2024, depois do K1 1.000, com a prata de Fernando Pimenta na mesma competição, e do K2 500, pelos campeões mundiais João Ribeiro e Messias Baptista.
Na vela, Diogo Costa e Carolina João asseguraram a presença de Portugal em 470, nos Mundiais de Haia, e acabaram por conseguir ocupar a vaga do país, segundo decisão federativa, à semelhança de Eduardo Marques, em ILCA 7.
Vasileia Karachilou, grega que compete por Portugal ao abrigo de uma licença especial da World Sailing, também conquistou uma vaga em ILCA 6, mas o Comité Olímpico Grego já disse que não autorizava a participação da velejadora por Portugal, com a quota a dever, assim, passar para outra nação.
c/LUSA
